Moraes nega pedido de “kid preto” para corrigir provas na prisão
Militar está detido desde novembro do ano passado, suspeito de integrar plano golpista. Hélio Ferreira Lima é professor de cursinho
atualizado
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta quinta-feira (18/9), o pedido da defesa do tenente-coronel Hélio Ferreira Lima para que o militar fosse autorizado a corrigir provas de alunos de um curso preparatório para concursos do Exército.
O “kid preto” Lima, também professor no curso preparatório, está preso desde novembro do ano passado envolvido no esquema que pretendia assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na decisão, Moraes alegou que a solicitação dos advogados de Hélio não tinha previsão legal específica e é incompatível com o regime em que o militar se encontra.
Em pedido ao STF, a defesa do militar alegou que o acesso ao material não representaria qualquer óbice, tendo em vista que não é necessário acesso à internet.
Lima foi preso em novembro de 2024 durante a Operação Contragolpe, da PF, junto com outros três “kids pretos”. como são chamados os militares da unidade de elite do Exército Brasileiro: o Comando de Operações Especiais.
Ele foi detido no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, após desembarcar para participar de uma formatura em Niterói. Na época, ele estava lotado em Manaus (AM). Com o militar, a PF encontrou um pen-drive contendo um plano, que não chegou a ser executado, para evitar a posse de Lula.
