Moraes nega ida de ex-assessor de Bolsonaro à formatura da filha

Marcelo Câmara pediu para ir a Maceió entre os dias 10 e 15 de novembro. Réu na ação da trama golpista, ele está preso desde 18 de junho

atualizado

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1 de 1 imagem colorida do ministro Alexandre de Moraes - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou, nessa terça-feira (4/11), autorização para que o ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Marcelo Câmara, pudesse comparecer à formatura da filha dele, em Maceió, entre os dias 10 a 15 de novembro deste ano.

O ex-assessor de Bolsonaro está preso desde 18 de junho, acusado de tentar obstruir a Justiça ao buscar informações sobre a delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, ainda na fase de investigação da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PGR já havia se manifestado contra a saída. Na resposta à solicitação da defesa de Câmara, Moraes argumentou que o pedido é “incompatível” com os motivos que levaram o ex-assessor a ter a prisão decretada.

“O requerimento para que o réu compareça de maneira presencial aos eventos de formatura da sua filha, no período de 10 a 15 de novembro de 2025, em Maceió/AL, carece de viabilidade, pois incompatível com as razões que fundamentaram a decisão de decretação da prisão preventiva“, pontuou o ministro do STF.

Visita de Nelson Piquet

Na mesma solicitação, os advogados de Marcelo Câmara pediram a liberação para que ele recebesse visitas de três pessoas, entre elas, o tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet. O ministro do STF concedeu as visitas e orientou que elas sejam realizadas conforme os critérios do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília/DF, onde o ex-assessor de Bolsonaro está preso.

Câmara é réu na investigação da trama golpista e integra o núcleo 2 da denúncia apresentada pela PGR, por suposto envolvimento em monitoramento de autoridades — entre elas, o próprio Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) — após as eleições presidenciais de 2022.

O julgamento do núcleo 2 da trama golpista está marcado na Primeira Turma do STF para os dias 9, 10, 16 e 17 de dezembro.

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