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Moraes mantém prisão de homem que quebrou relógio histórico em 8/1

A quebra de relógio trazido ao Brasil por Dom João VI, em 1808, tornou-se símbolo dos atos antidemocráticos no STF, Congresso e Planalto

Manoela Alcântara03/07/2024 19:09
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Reprodução
8/1: Extremista que quebrou relógio histórico em 8 de janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve prisão preventiva de Antônio Cláudio Alves Ferreira, 30 anos, condenado por ter quebrado um relógio histórico no Palácio do Planalto durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Ele está preso desde janeiro, mas havia pedido da defesa pela revogação. Moraes indeferiu.

Nesta semana, o STF formou maioria para condenar Antônio Cláudio Alves Ferreira a pena de 17 anos de prisão. O ministro relator do caso no STF, Alexandre de Moraes, foi quem propôs a pena de 17 anos, acatada por maioria pela Corte. O relógio foi trazido por dom João VI, em 1808, ao Brasil.

A condenação foi pelos crimes de associação criminosa armada; abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; e dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima.

O objeto do século 17 foi entregue a dom João VI como um presente da Corte Francesa. O bem foi confeccionado por Balthazar Martinot, relojeiro de Luís XIV, um dos mais famosos da história. Existem apenas dois relógios do tipo. O Palácio de Versailles é o local onde está o outro modelo.

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