Moraes diz que manteve reuniões com Galípolo por causa da Magnitsky

Em nota, o ministro do Supremo afirmou que reuniões com presidente do BC eram para tratar sobre a aplicação da lei

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Ministro Alexandre de Moraes, do STF - Metrópoles
1 de 1 Ministro Alexandre de Moraes, do STF - Metrópoles - Foto: Reprodução/TV Justiça

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (23/12), que manteve reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir os efeitos da Lei Magnitsky, aplicada contra o magistrado e membros de sua família pelo governo dos EUA.

Segundo Moraes, houve reuniões não só com Galípolo, mas também com presidentes de outros bancos e federações. Em todos os encontros, ele afirma, “foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências” da Magnitsky.

Leia a nota na íntegra:

“O ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil e o presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da Febraban, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú.

Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito.”

A nota é uma resposta à reportagem da colunista Malu Gaspar, em seu blog no jornal O Globo.

Segundo a jornalista, Moraes teria procurado, ao menos quatro vezes, o presidente do BC para interceder em favor do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Dos quatro encontros, três teriam sido presenciais e um por telefone.

Após a reportagem, congressistas já falam em coletar assinaturas para a abertura de uma CPI do Banco Master.

Relembre o caso

O Banco Master teria contratado, por R$ 129 milhões, o escritório Barci de Moraes Advogados, pertencente à esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes.

O contrato renderia ao escritório pagamentos de R$ 3 milhões mensais e incluía a defesa dos interesses do Banco Master em diversas instituições, inclusive o Congresso Nacional e o Banco Central.

Em julho deste ano, Moraes teria pedido um encontro com Galípolo e solicitado que o chefe do Banco Central aprovasse a operação com o BRB. Moraes teria dito que gosta de Vorcaro, segundo a apuração de Malu Gaspar.

Galípolo teria falado a Moraes que a autarquia, responsável pela regulação do sistema financeiro, já havia descoberto fraudes na operação do Master. Moraes teria concordado que, havendo fraude, seria inviável a operação de venda.

Após a publicação da reportagem, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que coletará assinaturas para uma CPI sobre o assunto.

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