Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Moraes determina prisões de Oswaldo Eustáquio e youtuber bolsonarista

Bismark Fugazza, do canal Hipócritas, e Eustáquio têm inflamado atos que pedem intervenção militar após a vitória de Lula nas eleições

26/12/2022 18:04, atualizado 26/12/2022 18:13
Reprodução
Bismark Fugazza e Oswaldo Eustáquio

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou as prisões do blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio e de Bismark Fugazza, youtuber e sócio do canal Hipócritas, também bolsonarista. Os dois têm inflamado atos que pedem intervenção militar após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano.

A decisão é da semana passada, mas a Polícia Federal (PF) ainda não localizou os investigados.

Eustáquio é investigado no inquérito que apura atos antidemocráticos contra a Suprema Corte e chegou a ser preso em 2020. O bolsonarista estaria descumprindo as condições impostas pela Justiça para conceder a sua liberdade.

Ao Metrópoles, o advogado do blogueiro afirmou que não recebeu a notificação, mas, desde já, adianta: “A ordem é ilegal, inconstitucional e abusiva”. Ele afirmou ainda que não sabe onde está Eustáquio: “A última vez que vi foi num aviãozinho com o pessoal do Hipócritas”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Circula nas redes bolsonaristas um vídeo de Eustáquio e Bismark a bordo de um avião, ao lado de Paulo Souza, também do Hipócritas. Na filmagem, eles afirmam estar indo para “a missão mais importante” de suas vidas, mas não revelam o destino.

Bismark é investigado por incentivar os atos golpistas contra a posse de Lula. No Instagram, o youtuber compartilha mensagens a favor do presidente Jair Bolsonaro (PL) e pró-intervenção das Forças Armadas.

Moraes determina prisões de Oswaldo Eustáquio e youtuber bolsonarista - destaque galeria
5 imagens
Bismark Fugazza é investigado por incitar atos antidemocráticos
Moraes determinou libertação do youtuber Bismark Fugazza
Jornalista Oswaldo Eustáquio
Oswaldo Eustáquio acompanha troca de bandeira em Brasília
Fugazza e Eustáquio convocam manifestantes para o Alvorada
1 de 5

Fugazza e Eustáquio convocam manifestantes para o Alvorada

Reprodução
Bismark Fugazza é investigado por incitar atos antidemocráticos
2 de 5

Bismark Fugazza é investigado por incitar atos antidemocráticos

Reprodução
Moraes determinou libertação do youtuber Bismark Fugazza
3 de 5

Moraes determinou libertação do youtuber Bismark Fugazza

Reprodução
Jornalista Oswaldo Eustáquio
4 de 5

Jornalista Oswaldo Eustáquio

Igo Estrela/Metrópoles
Oswaldo Eustáquio acompanha troca de bandeira em Brasília
5 de 5

Oswaldo Eustáquio acompanha troca de bandeira em Brasília

Igo Estrela/Metrópoles

Atos antidemocráticos

Bolsonaristas insatisfeitos com o resultado das eleições têm promovido diversas manifestações antidemocráticas desde a derrota do atual mandatário nas urnas. Os extremistas bloquearam estradas e montaram acampamentos próximos a instalações militares com o objetivo de pressionar por intervenção.

Além disso, os manifestantes se envolveram em dois episódios de violência na capital federal nos últimos 30 dias. Em um deles, bolsonaristas tentaram invadir a sede da Polícia Federal contra a prisão do Cacique Serere, investigado por incitar atos em diversos pontos de Brasília.

Atentado a bomba

Nesse sábado (24/12), a polícia prendeu o empresário George Washington de Oliveira Sousa, 54 anos, após armar uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília. O empresário disse ter gastado cerca de R$ 160 mil em armas e R$ 600 em dinamite antes de sair de Xinguara (PA) para a capital federal, onde participava de atos em frente ao QG do Exército desde 12 de novembro.

No último dia 15, o ministro Alexandre de Moraes autorizou mais de 80 mandados de busca e apreensão e de prisão contra bolsonaristas. Ele ainda determinou a quebra de sigilo bancário e o bloqueio de contas de dezenas de empresários bolsonaristas suspeitos de financiarem atos antidemocráticos.