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Brasil

Moraes manda investigar celulares de Wassef, advogado de Bolsonaro

PF investiga suposto esquema ilegal de venda de joias da União. Em 2023, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o advogado

02/07/2026 09:18
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Igo Estrela/Metrópoles
Frederick Wassef PGR PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a investigação do conteúdo extraído de aparelhos celulares de Frederick Wassef, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apreendidos pela Polícia Federal no inquérito que apura desvio de joias sauditas e presentes recebidos pelo ex-mandatário.

Em agosto de 2023, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Wassef e a outros suspeitos no âmbito da investigação sobre a venda ilegal de itens de luxo presenteados ao governo brasileiro.

“Do exame das razões apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, verifico que os fatos noticiados pela Polícia Federal não possuem conexão com o objeto destes autos. Diante do exposto, desentranhe-se as informações encaminhadas pela Polícia Federal e autue-se petição autônoma e sigilosa”, decidiu o magistrado.

Em março, Moraes havia mandado a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar e se manifestar sobre os dados. O órgão foi favorável a investigar o conteúdo encontrado no celular do advogado com o objetivo de “que se avalie as hipóteses criminais cogitadas”, que não têm “conexão ou pertinência” com o caso das joias.

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Joias sauditas apreendidas no Aeroporto de Guarulhos com comitiva do então presidente Jair Bolsonaro, em 2021
PF apura venda ilegal de joias para favorecer o patrimônio do ex-presidente Jair Bolsonaro
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PF apura venda ilegal de joias para favorecer o patrimônio do ex-presidente Jair Bolsonaro

PR e Reprodução
Joias sauditas apreendidas no Aeroporto de Guarulhos com comitiva do então presidente Jair Bolsonaro, em 2021
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Joias sauditas apreendidas no Aeroporto de Guarulhos com comitiva do então presidente Jair Bolsonaro, em 2021

Reprodução

Investigação

A PF encaminhou uma análise complementar de dados obtidos a partir de aparelhos celulares apreendidos com Frederick Wassef. Segundo a corporação, o material revelou “eventos fortuitos” que precisam ser apurados em procedimento separado.

É investigado um suposto esquema de enriquecimento de venda ilegal de joias e bens de luxo da União para favorecer o patrimônio privado do ex-presidente.

Wassef, que é advogado de Bolsonaro, e o ex-presidente foram indiciados no caso do suposto desvio de joias recebidas do governo da Arábia Saudita.

Em 5 de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o arquivamento da investigação sobre joias recebidas por Jair Bolsonaro. Segundo ele, a legislação não é clara sobre a quem pertence um presente recebido no exercício do cargo, se ao presidente ou à União.