8/1: Moraes manda prender um dos líderes de acampamento no QG
Diego Dias Ventura, apontado como um dos líderes do acampamento bolsonarista, está foragido após violar tornozeleira eletrônica
atualizado
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acionou a Polícia Federal (PF) e determinou, na terça-feira (12/8), a prisão de Diego Dias Ventura por envolvimento nos atos do 8 de Janeiro. Ele é apontado nas investigações como um dos líderes do acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.
Condenado a 14 anos de prisão pela Primeira Turma do STF, Ventura cumpria pena em liberdade provisória mediante medidas cautelares, como comparecimento semanal ao juízo, sempre às segundas-feiras. Estava proibido de sair do estado do Rio de Janeiro.
O réu, no entanto, rompeu a tornozeleira eletrônica. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro informou a Moraes que, desde 2 de julho, o equipamento foi considerado desligado. Ele havia sido condenado um dia antes.
Moraes afirmou que Ventura está em “local incerto e não sabido” e decretou prisão preventiva. A defesa diz que ele deixou o Brasil.
Quem é Diego Ventura
Conhecido entre os militantes como Diego da Direita Limpa Campos, Ventura tornou-se uma das figuras centrais no acampamento de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em frente ao Quartel-General do Exército, no Distrito Federal.
Em diversos vídeos publicados nas redes sociais, aparece ao lado de Ana Priscila Azevedo, considerada uma das organizadoras dos atos. Condenada a 17 anos de prisão, ela cumpre a pena em Brasília.
Diego foi preso pela primeira vez em julho de 2023, enquanto aguardava o início da 3ª Assembleia Nacional da Direita Brasileira, em Campos dos Goytacazes (RJ).
No julgamento em plenário virtual, Moraes destacou que ficou comprovado o “efetivo envolvimento na empreitada criminosa” e que “as provas reunidas demonstram que o réu aderiu, de forma consciente e voluntária, à associação criminosa armada que fomentou e executou os ataques às sedes dos Três Poderes”.
“A invasão aos prédios públicos se deu em contexto de crime multitudinário, ou de multidão delinquente, sendo dispensável, portanto, a identificação de quem tenha efetivamente causado os inúmeros danos acima exemplificados e descritos nos relatórios constantes dos autos, e evidenciando-se que os líderes e responsáveis efetivos deverão responder de forma mais gravosa, nos termos da legislação penal”, escreveu o ministro.
Moraes destacou que o próprio réu confessou à polícia que permaneceu por 50 dias no QG e atuava na organização logística, contribuindo com arrecadações financeiras para a manutenção do acampamento. Além disso, admitiu ter ingressado no STF e no Palácio do Planalto durante os atos, registrando vídeos das ações praticadas.














