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Brasil

Moradores de rua são agredidos por seguranças em Belém. Veja vídeos

Imagens publicadas em redes sociais mostram quando um homem é acordado com violência e sem chance de defesa

21/12/2021 17:16
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Reprodução/ Twitter
homem é agredido em Belém

Em vídeo divulgado nas redes sociais, um homem que dormia sobre uma estrutura de madeira na Feira da 25, uma das mais tradicionais de Belém (PA), é violentamente acordado por agentes da empresa identificada como Braga Segurança Patrimonial, em episódio ocorrido no último dia 17 de dezembro.

A vítima é arrastada para o chão, puxada de cima da estrutura e passa a ser espancada pelos seguranças, sem chance de defesa.

“Ei vigia, o que é isso? Por favor, cara. Por que vocês estão fazendo isso comigo? Todos os vigias me conhecem aqui. Você tá me espancando. Eu não sou marginal”, suplica o homem em situação de rua, antes de ser agredido com chutes no rosto e golpes de cassetete.

Veja vídeo

Em uma outra agressão, publicada nas redes sociais do padre Julio Lancellotti, uma máquina de dar choques é utilizada para derrubar o homem, que recebe chutes na cabeça e nas pernas.

A Polícia Civil do Pará (PCPA) investiga os casos.

O que diz a empresa

A empresa afirmou que os seguranças atuavam como vigilantes das ruas do bairro e todos os envolvidos na agressão foram demitidos. A Braga Segurança Patrimonial ainda informou que “não compactua com esse tipo de procedimento”.

Repercussão

O caso de agressão foi duramente criticado. O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSol), publicou um vídeo em seu perfil no Twitter classificando o episódio como tortura e pedindo que os responsáveis sejam punidos.

Em nota oficial, o Ministério Público do Pará (MPPA) informou que tomou conhecimento dos casos pelas redes sociais e que está ocorrendo uma investigação policial, por parte da Delegacia do Marco.

“Todos os envolvidos já foram identificados e a vítima já foi submetida a exame de corpo de delito […] o MPPA seguirá acompanhando os desdobramentos e colocando-se à disposição dos órgãos públicos e das entidades civis de proteção dos direitos humanos”, conclui o documento publicado na última segunda-feira (20/12) no portal oficial da instituição. 

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