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Brasil

Moradora de prédio de luxo agride cozinheira: "Negra esquisita". Vídeo

A vítima acusou a mulher de agredi-la com empurrões e puxões de cabelo. Câmeras registraram a agressão

02/04/2022 11:00, atualizado 02/04/2022 14:04
Reprodução
moradora de prédio da oscar freire, em são paulo, agride cozinheira negra

Câmeras de seguranças de um prédio localizado na Rua Oscar Freire, no bairro dos Jardins, área nobre de São Paulo, registraram o momento em que uma moradora agride uma cozinheira negra.

Identificada como Patrícia Brito Debatin, a mulher é acusada de agressão e injúria racial contra a Eliane Aparecida de Paula. A vítima estava a trabalho no edifício. Tudo ocorreu na área de recepção do prédio.

A situação começou após Patrícia ofender Eliane, enquanto a cozinheira aguardava sentada em um banco a chegada de um transporte a fim de retornar para casa. Conforme o relato da vítima, ela foi chamada de “negra esquisita”.

Veja as imagens:

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Eliane relatou que a moradora do prédio passou por ela dizendo: “Que negra esquisita, que mulher esquisita, o que ela está fazendo aí?”.

A cozinheira retrucou dizendo que Patrícia estava sendo racista com ela, e acabou empurrada. Na hora, Eliane ligou para a polícia e fez a denúncia. O caso vem sendo tratado pela investigação como lesão corporal e injúria racial.

Puxão de cabelo e joelhadas

Pelas imagens, é possível notar que, após empurrar Elaine, a moradora se dirige até a porta de vidro da recepção para entrar no prédio e retornar ao apartamento.

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A cozinheira tenta impedir a entrada de Patrícia para aguardar a chegada dos policiais e é agredida novamente, com puxão de cabelo, joelhadas, e tem a cabeça batida contra a parede. Elas foram separadas por um funcionário do prédio.

Investigação

O caso ocorreu em 22 de outubro de 2021. A investigação, no entanto, só foi iniciada na última quinta-feira (31/3), após o vídeo ser fornecido mediante decisão judicial.

Até então, a direção do prédio havia mantido as imagens sob proteção, com a justificativa de que não poderia divulgá-las, pois estaria infringindo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).