Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Montezano promete definir em 2 meses se há "caixa-preta" no BNDES

O novo presidente do banco preferiu não cravar se existe mesmo a tão falada manobra para esconder informações de operações da instituição

16/07/2019 15:46
Divulgação
Montezano promete definir em 2 meses se há “caixa-preta” no BNDES

Após tomar posse como presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano afirmou em coletiva de imprensa, nesta terça-feira (16/07/2019), que a prioridade da nova direção vai ser definir se afinal há ou não uma caixa-preta no órgão. Ele deu o prazo de 2 meses para se inteirar sobre os levantamentos da equipe e conseguir comprovar se há, de fato, a existência do que chamou de “nuvem cinza”.

“Eu não tenho opinião formada sobre o tema ainda, tenho cabeça aberta e limpa sobre o conteúdo das informações que tem lá. Perguntar o que foi e o que não foi é prematuro”, afirmou. E prosseguiu avaliando que, como é um executivo e não “um político ou juiz”, não irá julgar quaisquer conteúdos que possam surgir com as investigações. “Minha função é fazer o banco desenvolver sua estratégia, e não entrar no julgamento sobre A ou B, eu não faria isso”, completou.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“O que a gente está propondo é explicar a caixa-preta, existe uma dúvida clara de políticos e da sociedade debatendo o que há. Ao final desses dois meses eu gostaria de ser capaz de explicar o que é esse conteúdo que contextualiza a caixa-preta. Estamos fazendo o dever de casa”, continuou.

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), comentou, em diferentes oportunidades, que a “caixa-preta” do banco “prejudicou o Brasil”. Este foi um dos motivos da disputa entre o chefe do executivo e o ex-presidente do BNDES Joaquim Levy, que, embora executivo do mercado financeiro e nitidamente liberal, participou de governos petistas.

Apesar de preferir não afirmar se há uma caixa-preta do órgão, Montezano avaliou que a acusação prejudica a imagem do banco, que pretende se tornar mais social e menos institucional. Sendo assim, a investigação deve ser prioridade de seu mandato, a fim de “revitalizar” a imagem do BNDES. “Hoje os senhores sabem que a imagem do banco é questionada,  o valor de franquia é abalado por isso. A primeira coisa que um dirigente tem que fazer é criar própria visão dos eventos e fatos e, ai sim, se posicionar com intuito de tirar essa nuvem cinza”, disse.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Aos jornalistas, Montezano afirmou que irá utilizar estudos iniciados por presidentes anteriores e se basear nos dados já levantados para dar andamento às investigações. Ao fim da coletiva, ele ressaltou que o BNDES tem um compromisso social com a população e que o objetivo de investigar a existência da caixa-preta é ser transparente com a sociedade e com a imprensa.