Ministro vê tarifaço como oportunidade para investimentos na saúde
Ministro Alexandre Padilha defendeu que sobretaxas podem impulsionar parcerias com outros países para ampliar investimentos
atualizado
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, considera que o tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil, pode ser uma oportunidade para ampliar a atuação brasileira na produção de insumos na área da saúde. As sobretaxas de 50% sobre exportações brasileiras entraram em vigor nesta quarta-feira (6/8).
“Eu vejo esse tarifaço como uma oportunidade para mobilizar tudo que nós podemos utilizar no nosso país de inteligência nacional, inteligência internacional, das parcerias nacionais e internacionais para que o Brasil, cada vez mais, aumento sua capacidade de produzir, aqui no Brasil, tecnologias, insumos, medicamentos e conhecimento na área da saúde”, afirmou o ministro durante a abertura do 4º Fórum Saúde, promovido pela Esfera Brasil.
O tarifaço de Donald Trump
- O presidente norte-americano Donald Trump assinou, em 31 de julho, ordem executiva que oficializou a tarifa de 50% contra os produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos.
- Na prática, os 50% são a soma de uma alíquota de 10% anunciada em abril, com 40% adicionais anunciados no começo do mês e oficializados na última quarta-feira (30/7).
- Apesar disso, o líder norte-americano deixou quase 700 produtos fora da lista de itens afetados pela tarifa extra de 40%. Entre eles, suco de laranja, aeronaves, castanhas, petróleo e minérios de ferro.
- Os produtos isentos dessa segunda leva serão afetados apenas com a taxa de 10%.
- As tarifas entraram em vigor nesta quarta-feira (6/8).
Também participam do evento o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Padilha destacou que a prioridade da presidência brasileira no Mercosul é fechar o acordo com a União Europeia, que vai permitir a ampliação de investimentos na área.
“No mundo inteiro, ninguém quer ficar dependente de um país só, ou de uma região só depois do que aconteceu na pandemia. A gente tem que aproveitar ao máximo”, frisou Padilha.
