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Brasil

Ministro sobre aula presencial: "Se dependesse de mim, voltaria amanhã"

Milton Ribeiro informou que um protocolo para a retomada as atividades nas escolas é elaborado pela pasta

17/09/2020 11:45, atualizado 17/09/2020 11:48
Isac Nóbrega/PR
Posse do ministro do MEC Milton Ribeiro no planalto

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou, nesta quinta-feira (17/9), que a pasta está terminando um protocolo de biossegurança para a retomada das escolas, com foco na educação básica. Ele afirmou também que, se dependesse dele, a aula presencial “voltaria amanhã”, mas há riscos a serem considerados.

“Se dependesse de mim, voltaria amanhã. Mas tem os riscos. E o MEC não tem esse poder. É uma questão de segurança, não podemos colocar em risco as crianças e os adolescentes. Estamos trabalhando para o retorno o mais breve possível para a gente pegar esse fim de ano e deixar a criançada animada para o ano que vem”, declarou Ribeiro, em audiência pública na Comissão Externa da Covid-19 do Congresso Nacional.

Aos parlamentares, o ministro disse que o protocolo não será elaborado apenas pela cúpula do ministério, mas em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

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“[O protocolo servirá para] darmos aos alunos condições de segurança mínima nesse possível retorno às aulas. Essa ação vai atingir, segundo cálculos do MEC, 36,8 milhões de alunos”, afirmou.

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Entre as recomendações do protocolo, deverão estar diretrizes de higiene, número máximo de alunos por sala de aula, distanciamento mínimo e parâmetros para o preparo da alimentação escolar.

Repasse

Ribeiro reforçou que o MEC deve repassar R$ 525 milhões às instituições de ensino básico no país para o enfrentamento das consequências relacionadas à pandemia da Covid-19.

O repasse deve ocorrer por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e servirá para a aquisição de itens de higiene, contratação de serviços especializados de serviço de ambiente, pequenos reparos e adequação das salas e ambiente. Parte dele vai entrar como melhoria do acesso a alunos e professores.

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Para estas instituições, o MEC publicou um protocolo de orientação
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Para as escolas, os custos de uma testagem geral seriam "inviáveis"
Algumas escolas, no entanto, já decidiram retomar as atividades presenciais
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
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