Ministro do STJ derruba parte do sigilo do processo de Wilson Witzel

Decisão libera trechos da delação do ex-secretário de Saúde Edmar Santos nos quais o governador afastado e mais três réus são citados

atualizado 22/02/2021 19:03

Wilson Witzel dá coletiva de imprensa e diz ser inocenteCarlos Magno/Gov RJ

Rio de Janeiro – O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), derrubou apenas parte do sigilo do processo no qual é réu o governador afastado do Rio, Wilson Witzel. Na decisão da última quarta-feira (17/2), o magistrado liberou 11 anexos nos quais Witzel é citado pelo ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos.

Outros três réus, Lucas Tristão, ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, e os empresários Mário Peixoto e Gothardo Lopes Netto, também têm o direito de ter acesso às acusações relacionadas a eles.

“Agora que o STJ enfim liberou o conteúdo integral da colaboração premiada do Edmar Santos, basta que seja observado o prazo de, no mínimo cinco dias, fixado pelo ministro Alexandre de Moraes [do STF] em sua decisão, para que o Tribunal Especial Misto possa realizar nova sessão”, afirmou o relator do processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Waldeck Carneiro (PT).

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, ainda não há data para a retomada das sessões no Tribunal Especial Misto. Faltam os depoimentos de Edmar Santos e Witzel. A defesa do governador afastado estuda se vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em dezembro, o ministro Alexandre Moraes suspendeu o interrogatório de Witzel sob a alegação de que ele tinha direito a ter acesso a todos os documentos no STJ.

Denúncia contra Witzel

Witzel é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ser chefe de um esquema de corrupção montado no Palácio Guanabara. Ele é suspeito de desviar recursos destinados à saúde e ao combate à pandemia da Covid-19 no estado.

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