Ministro da Previdência procura Motta após derrota na CPMI

Wolney Queiroz esteve com o presidente da Câmara na tarde desta quarta-feira (20/8), mas diz ter conversado apenas sobre projeto antifraude

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Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, chega à Câmara dos Deputados Metrópoles
1 de 1 Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, chega à Câmara dos Deputados Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, esteve com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta quarta-feira (20/8). Segundo o titular da pasta, o assunto foi o projeto que visa impedir novas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e não a derrota sofrida, horas antes, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar o esquema de desvios no órgão.

“Foi sobre o projeto que está sendo votado. Eu disse que temos possibilidade de melhorar o texto e fazer alterações, e colocar nossa equipe para ajudar a melhorar o texto. Ele [Hugo] ficou de conversar com o deputado Danilo Forte (União-CE). Não falei [sobre CPMI] com o presidente Hugo ou com o PDT. O presidente estava com pouco tempo e a prioridade era o projeto de lei”, afirmou Wolney Queiroz.

O ministro afirmou que não acompanhou de perto o processo que deu à oposição a presidência e a relatoria da CPMI, o que deve desgastar o governo. Wolney afirmou apenas que “quem tem a verdade e uma boa história para contar não tem medo de relator ou presidente”. O titular da Previdência disse, ainda, que vai “abrir os dados do ministério e do INSS para que estejam disponíveis para a CPMI“.

Sobre a derrota, Wolney se limitou a afirmar que espera uma presidência e uma relatoria equilibradas. “O Parlamento é soberano para escolher o seu presidente e relator, espero que os trabalhos sejam bem conduzidos, com relatório justo e feito com equilíbrio”.

O ministro afirmou, também, que espera uma investigação séria: “Acredito muito que o conjunto dos membros, senadores e deputados, sabe que temos questões centrais, fundamentais para serem esclarecidas e não importa se foi no governo passado ou se foi nesse governo. Tem que se buscar quem são os responsáveis, e levando em conta que no governo atual nós desbaratamos aquela gangue, nós desnudamos o assunto para a sociedade, nós vamos punir severamente aqueles responsáveis e estamos devolvendo dinheiro de quem foi roubado”.

A derrota do governo Lula

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi escolhido para presidir a CPMI que investigará as fraudes do INSS. A votação foi uma reviravolta: consolidou uma vitória para a oposição e a primeira derrota para governistas e para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que havia indicado o senador Omar Aziz (MDB-AM) para presidir os trabalhos. O grupo alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comemorou aos gritos de: “A farra do PT está acabando”.

Viana foi eleito por 17 votos a 14, que foram para Aziz. Logo depois de ser escolhido como presidente, o senador designou como relator o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), em derrota para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que havia indicado o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO).

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