Líder do PT admite que governo subestimou oposição na CPMI do INSS

Lindbergh Farias (RJ) afirmou que houve erro na articulação do governo e que poderia ter tido mais mobilização da base

atualizado

metropoles.com

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KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo
Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias
1 de 1 Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias - Foto: KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta quarta-feira (20/8) que o governo “subestimou” a estratégia da oposição em emplacar um aliado na presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

“Houve uma subestimação. Podia ter tido uma mobilização melhor, mais atenção. Houve um erro. Perdemos um jogo, mas não perdemos o campeonato”, declarou.

O líder falou a jornalistas na Câmara. Segundo Lindbergh, deputados integrantes da CPMI faltaram e a oposição articulou para suplentes aliados votarem a favor do senador Carlos Viana (Podemos-MG).

“Nós tínhamos voto para a vitória do governo. Essas ‘zanzezes’ e essa substituição de suplentes do PL, e eu volto a dizer que tem que olhar isso no regimento, mas, na minha avaliação, não é correto. Se falta alguém do governo, tinha que entrar um suplente do governo. O PT não pautou ninguém, porque se tivesse pautado, teria alguém do PT. Não faz sentido ser do PL”, disse o líder.

O governo sofreu uma derrota na escolha da presidência e da relatoria da comissão mista. Os indicados eram Omar Aziz (MDB-AM) e Ricardo Ayres (Republicanos-TO), mas a oposição se articulou e conseguiu eleger Viana como presidente e Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) como relator.


Farra do INSS

  • O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023.
  • Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
  • As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU).

 

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