Bem-visto pela oposição: quem é Viana, novo presidente da CPMI do INSS

Carlos Viana (Podemos-MG) tem histórico de votações alinhadas à direita, como a Reforma da Previdência e a PEC que limita poderes do Supremo

atualizado

metropoles.com

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Leopoldo Silva/Agência Senado
Carlos Viana_senador
1 de 1 Carlos Viana_senador - Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

Logo na sua instalação, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que tem o objetivo de apurar fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), registrou uma reviravolta: elegeu o senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência, em vez de Omar Aziz (MDB-AM), indicado pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023.

Aos 62 anos, o parlamentar mineiro é bem-visto pela oposição, que pretende usar o colegiado para enfraquecer politicamente o governo. Em seu primeiro ato, escoheu o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) como relator da CPMI.

Saiba quem é Carlos Viana

Viana está em seu primeiro mandato como senador. O parlamentar é formado em jornalismo e tem especialização em Gestão Estratégica de Marketing pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Viana teve passagens por veículos como Rede Minas, TV Globo Minas, TV Bahia, TV Alterosa, National – The Brazilian Newspaper (EUA), Rádio Itatiaia e TV Record Minas.

Disputou o governo de Minas Gerais em 2022 pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a Prefeitura de Belo Horizonte em 2024 pelo Podemos, mas não se elegeu em nenhuma das ocasiões.

Votações com a oposição

O senador votou favoravelmente à Reforma da Previdência, que alterou as regras de aposentadoria para os brasileiros.

A aprovação representou uma importante vitória para a equipe econômica do governo Bolsonaro, liderada pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em 2023, Viana votou sim à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita poderes do Supremo Tribunal Federal (STF).

A proposta, apresentada como uma reação à Corte, veda decisões monocráticas que suspendam leis ou atos do presidente da República, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Congresso Nacional. Também limita o prazo dos pedidos de vista para seis meses, com apenas uma renovação de três meses.

O texto está parado na Câmara.

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