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Brasil

Ministro da Justiça critica decisão de Moraes e tenta liberar Telegram

Anderson Torres, titular da pasta da Justiça, disse que brasileiros estão sendo "prejudicados repentinamente por uma decisão monocrática"

18/03/2022 19:14, atualizado 18/03/2022 19:27
Igo Estrela/Metrópoles
ministros da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, durante coletiva sobre o combatministros da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, durante coletiva sobre o combate ao desmatamento ilegal e ao desmatamento ilegal

O ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Anderson Torres, foi ao Twitter no início da noite desta sexta-feira (18/3) criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que bloqueou no Brasil o aplicativo de mensagens Telegram.

Torres informou que mobilizou a estrutura do governo para buscar “uma solução para restabelecer ao povo o direito de usar a rede social que bem entenderem”. É a primeira reação de um membro do primeiro escalão do governo à decisão de Alexandre de Moraes.

Em sua decisão, o ministro do Supremo atendeu a pedido da Polícia Federal. A corporação declarou que o aplicativo Telegram é “notoriamente conhecido por sua postura de não cooperar com autoridades judiciais e policiais”.

“O desrespeito à legislação brasileira e o reiterado descumprimento de inúmeras decisões judiciais pelo Telegram – empresa que opera no território brasileiro, sem indicar seu representante –, inclusive emanadas do Supremo Tribunal Federal, é circunstância completamente incompatível com a ordem constitucional vigente, além de contrariar expressamente dispositivo legal”, escreveu Moraes.

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF
Ministros Fábio Faria e Anderson Torres
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Anderson Torres, ministro da Justiça e Segurança Pública, falou sobre eleições 2022
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Anderson Torres, ministro da Justiça e Segurança Pública, falou sobre eleições 2022

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF
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Veja a postagem de Torres, criticando a decisão:

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Especialistas não veem agressão à liberdade de expressão

Especialistas ouvidos pelo Metrópoles após a decisão de Moraes não acham que o bloqueio se trate de uma censura ou desrespeito ao princípio da liberdade de expressão.

“Por mais que a decisão seja polêmica, é complicado dizer que ela ataca o preceito da liberdade de expressão, porque faz alguns meses que o Poder Judiciário brasileiro tem tentado uma aproximação não apenas com o Telegram mas com todas as prestadoras de serviço de envio de mensagens pela internet. E o Telegram tem apenas ignorado”, afirma Nauê de Azevedo, advogado constitucionalista, cientista político e sócio do Pinheiro de Azevedo Advocacia.