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Brasil

Ministério da Saúde: SP retirou 301,9 mil doses a mais no Butantan

Número foi divulgado pela secretária de Atenção à Covid, Rosana Leite, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18/8)

18/08/2021 12:48
Foto: Fábio Vieira/Metrópoles
Governador João Doria

O Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira (18/8), que o Instituto Butantan enviou 301,9 mil doses a mais de vacinas contra a Covid-19 ao estado de São Paulo. O número foi divulgado pela secretária de Atenção à Covid, Rosana Leite, em coletiva de imprensa.

A divulgação do dado ocorre um dia após o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), atender à solicitação do governador João Doria (PSDB) e determinar que o Ministério da Saúde garanta o envio de imunizantes suficientes de vacinas contra a Covid para aplicação da dose 2 no estado.

A medida foi tomada após o governo de São Paulo acionar a Justiça para pleitear o envio de imunizantes à região, alegando que o Ministério da Saúde entregou 50% a menos de doses da Pfizer do que deveria ter distribuído.

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No início do mês, o Ministério da Saúde alegou que a redução no envio das doses da Pfizer se deu porque estado teria recebido unidades extras da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan.

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Nesta quarta, a secretária Rosana Melo informou que o número total de imunizantes excedentes é de 301,9 mil.

Segundo a gestora, as unidades serão subtraídas do cálculo de entregas para São Paulo e recompensadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) nas próximas pautas de distribuição.

Ela explica que, desde o início da campanha, o ministério permite que o estado retire doses de Coronavac no Butantan, já que o laboratório fica localizado na capital.

No entanto, após ajustar a distribuição de doses e passar a entregar menos unidades para São Paulo, o ministério constatou que o estado seguiu retirando vacinas no Butantan. Para compensar as unidades extras no PNI, o ministério decidiu retirar 151 mil doses da Pfizer, que estavam previstas para a região.

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Governador de São Paulo, João Doria (PSDB)
Rosana Leite de Melo, Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19
Rosana Leite de Melo, Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, e Marcelo Queiroga, Ministro da Saúde
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
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Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB)
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Governador de São Paulo, João Doria (PSDB)

Fábio Vieira/Metrópoles
Rosana Leite de Melo, Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19
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Rosana Leite de Melo, Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19

Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Rosana Leite de Melo, Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, e Marcelo Queiroga, Ministro da Saúde
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Rosana Leite de Melo, Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, e Marcelo Queiroga, Ministro da Saúde

Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Erro

Nesta quarta, a secretária Rosana admitiu que o governo federal errou ao compensar as doses excedentes de Coronavac com unidades de Pfizer. Ela afirmou que os imunizantes do laboratório norte-americano serão entregues normalmente a São Paulo.

“Mesmo com a mudança do método, [eles] continuaram com essas retiradas. Nós evidenciamos isso em outra pauta, onde compensamos 151 mil doses de Pfizer. Entendemos que cometemos esse equívoco. Devolveremos essas doses da Pfizer”, explicou Rosana.

A secretária continuou: “Mas hoje, realmente, foi constatado que o Instituto Butantan entregou a mais 301,9 mil doses para São Paulo. Nós ainda não conseguimos descontar, mas o estado está a dever 301,9 mil doses do Butantan”.

“Motivo fútil”

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, nesta quarta, que a retirada de doses extras por São Paulo no Butantan não foi uma “conduta de má-fé”.

“Por conhecer o secretário [de Saúde de São Paulo] Jean Gorynchtein, e o próprio doutor Dimas Covas [presidente do Butantan], eu descarto qualquer tipo de conduta de má-fé, não há de maneira nenhuma. É apenas uma questão de divergência e de entendimento”, afirmou.

No entanto, o cardiologista afirmou a judicialização do caso como “fútil”. “O que a gente está falando aqui são milhares de doses, quando na realidade nós já distribuímos mais 200 milhões. Todo esse questionamento é um por um motivo fútil. Porque é um percentual mínimo em relação ao que o governo federal já distribuiu”, afirmou.

Impasse com o estado de São Paulo

Na decisão publicada na terça-feira, o ministro Ricardo Lewandowsk deferiu liminar para fixar que a União não pode mudar a metodologia de distribuição do composto, para completar o esquema vacinal de quem já tomou a primeira dose.

No início da campanha de vacinação, São Paulo recebia aproximadamente 22% das vacinas destinadas ao PNI, proporcional ao tamanho de sua população.

Entretanto, o Ministério da Saúde ajustou a distribuição para garantir que estados que estão atrasados na campanha consigam imunizar todos os adultos com a primeira dose até setembro.

No último domingo (15/8), o estado de São Paulo chegou a 99,2% dos maiores de 18 anos imunizados com uma dose. Agora, a prioridade do governo federal é garantir que outras regiões do país consigam vacinar os adultos com a primeira aplicação.