Mineração de criptomoedas ilegal é encontrada em área do CV no Rio. Veja vídeo
A instalação clandestina do CV tinha pelo menos 30 laptops e operavam de forma ininterrupta para gerar criptomoedas
atualizado
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) encontrou uma “fazenda” de mineração de criptomoedas ilegal do Comando Vermelho (CV) durante nova fase da Operação Contenção, nesta sexta-feira (22/5), no Complexo do Lins, zona norte do Rio. Dez mandados de busca e apreensão são cumpridos na região. Veja:
Segundo a PCERJ, a nova fase da investigação tem o propósito de desarticular um núcleo financeiro do CV responsável pelo tráfico, roubos de veículos, assaltos e ataques a instituições bancárias.
Durante a patrulha na comunidade, os agentes se depararam com uma “fazenda” de mineração ilegal de bitcoin. Isso porque um cômodo situado em um terreno totalmente abandonado armazenava dezenas de computadores para operar no mercado financeiro de forma ilegal.
Conforme a PCERJ, a instalação clandestina tinha ao menos 30 laptops e operavam de forma ininterrupta para gerar moedas digitais de forma simultânea, sem pagar pelos altos custos de eletricidade, usando conexões fraudulentas, vulgo “gatos de energia”.
O quarto com a instalação clandestina contava com exaustores na parede, o que impedia os computares de superaquecerem.
Apesar da mineração de cripto ser permitida no Brasil, ela se torna crime quando associada ao furto de energia e outras práticas ilícitas, exatamente como o CV operou ao não gastar energia para realização do serviço.
“Os elementos de inteligência reunidos demonstram o elevado grau de organização e divisão de tarefas do grupo criminoso, que atua de forma permanente para impor medo à população, garantir o domínio territorial da facção e dificultar a atuação das forças de segurança”, informou a PCERJ.
Golpe da Falsa Central Telefônica como outro meio ilegal de lucro
Ainda durante a Operação Contenção, a PCERJ contou com o apoio da Polícia Civil do Piauí para desarticular outro esquema do CV para obter lucro de forma ilegal: o golpe da falsa central telefônica.
Nesta modalidade, os criminosos se passam por funcionários de bancos para enganar as vítimas. No decorrer da ligação, esquematizam uma falsa situação de urgência e alegam que a conta bancária do cliente poderia ser prejudicada se ele não fizer alguns procedimentos.
Com a continuidade da chamada, os faccionados induzem as vítimas a entrarem em contato com uma “central clandestina controlada pela quadrilha”.
Ao contatá-los, os suspeitos conseguem ter acesso às contas bancárias e apps financeiros dos clientes, realizando transferências de forma ilegal.
Além de medidas cautelares pessoais, foi determinado o bloqueio judicial de seis contas bancárias vinculadas aos investigados para tentar ressarcir às vítimas.