Militar da FAB preso com cocaína se diz arrependido: “Me ferrei”

Integrante da Força Aérea Brasileira (FAB), ele embarcou no avião VC-2, que serviria de apoio à comitiva presidencial em visita ao Japão

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atualizado 02/09/2019 16:03

O sargento da aeronáutica que foi pego com 39 kg de cocaína em comitiva presidencial no fim de junho diz se arrepender do crime que colocou em questionamento a segurança da Presidência da República. Ele confessou que, no dia da prisão, mandou uma mensagem para a esposa: “Amor, não manda mais mensagens. Acho que me ferrei”, contou. O depoimento foi dado ao Fantástico, da Globo, neste domingo (01/09/2019).

Manoel Silva Rodrigues, 37 anos, foi preso em Sevilha, na Espanha, onde foi flagrado transportando drogas. Integrante da Força Aérea Brasileira (FAB), ele embarcou no avião VC-2, que serviria de apoio à comitiva presidencial em visita ao Japão.

Além da droga apreendida na mala, foi encontrada cocaína na mochila e no porta-terno do sargento.

Segundo a investigação, o militar chegou à base aérea de Brasília três horas antes do voo, marcado para as 22h. Ele escondeu a mala nos fundos do avião e disse aos colegas de tripulação que só viajaria com a mochila.

Ao chegar na Espanha, Manoel pegou a mala e disse que levava queijos e doces para uma prima. Ao ser descoberto pela primeira vez no raio-x do aeroporto de Sevilha, ele teria reforçado essa versão. Em depoimento à Justiça espanhola, um agente local contou que, após confirmação da presença de droga, o militar ficou nervoso e não quis mais se pronunciar. Ao ser preso, ele negou ter conhecimento sobre a substância.

O sargento continua preso no centro penitenciário de Sevilha. Ele divide uma cela com menos de 20 metros quadrados com um espanhol e recebe visitas dos advogados semanalmente.

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