Michelle quer relatório para saber quando PF abriu quarto de Bolsonaro
Ex-primeira-dama disse que quer saber por quanto tempo ex-presidente ficou desacordado antes de ser encontrado por agentes da PF
atualizado
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (6/1), que a família vai solicitar à Polícia Federal (PF) um relatório para esclarecer por quanto tempo Jair Bolsonaro permaneceu desacordado antes de ser encontrado por agentes nesta manhã. Segundo ela, o objetivo é saber o horário em que o quarto foi aberto e o ex-presidente foi localizado caído.
Bolsonaro sofreu traumatismo leve após uma queda, na qual teria batido a cabeça.
“Não sabemos por quanto tempo ele ficou desacordado. Estamos solicitando o relatório para saber que horas o quarto foi aberto [e ele foi encontrado]”, disse Michelle à imprensa.
De acordo com o médico da PF, foram constatados apenas ferimentos leves, como um pequeno corte na região da bochecha. O relatório da corporação “não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação.”
“Ao exame: consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico. Pupilas isocóricas e reativas. Motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas. Hemodinamicamente estável. Leve desequilíbrio na posição ortostática. Lesão superficial cortante em face (região malar) direita e em hálux esquerdo com presença de sangue”, aponta laudo da PF.
O diagnóstico de traumatismo cranioencefálico leve foi confirmado nesta terça pelo médico Cláudio Birolini, que integra a equipe que acompanha a saúde do ex-presidente.
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou que o ex-presidente fosse encaminhado ao hospital DF Star. Na decisão, o magistrado afirmou: “Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”.
Em seguida, o ministro, que está de férias Dubai, determinou que:
- Seja juntado o laudo médico realizado pela Polícia Federal decorrente do atendimento de Bolsonaro.
- A defesa indique quais os exames entende necessários para que se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário.
Michelle aproveitou a fala para criticar o atendimento médico ao marido na superintendência da PF. “A PF não tem autonomia para tirar uma pessoa que sofreu um acidente”, afirmou. ” [A situação] provou que o atendimento aqui não é rápido.”
Situação jurídica do ex-presidente
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ex-presidente já estava preso na PF por descumprir cautelares quando a condenação tramitou em julgado e ele começou a cumprir a pena definitiva, em 25 de novembro do ano passado.
Durante o fim do ano, Bolsonaro foi internado no DF Star e passou por procedimentos cirúrgicos para tratar hérnias e soluços. Depois, voltou para a prisão em regime fechado.






