Michelle posta vídeo de apoiadora criticando jornalistas; entidades repudiam

Repórteres relatam ameaças após influenciadora divulgar vídeo que acusa jornalistas de desejar morte de Bolsonaro sem provas

atualizado

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro concede entrevista à imprensa após retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde levou o jantar ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro – Metrópoles 7
1 de 1 A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro concede entrevista à imprensa após retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde levou o jantar ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro – Metrópoles 7 - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) divulgou, nesse sábado (14/3), um vídeo em que uma influenciadora bolsonarista acusa jornalistas de “desejarem” a morte do ex-presidente Jair Bolsonaro, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília.

Na gravação, a apoiadora filma os repórteres que estavam reunidos do lado de fora do hospital para acompanhar as atualizações do estado de saúde do ex-presidente e os acusam. Após a publicação, ao menos dois profissionais registraram boletim de ocorrência por ameaças.

De acordo com a mulher que fez o vídeo, os jornalistas conversavam sobre a possibilidade de morte do ex-presidente. Apesar da afirmação, a gravação não mostra os supostos comentários. Na publicação compartilhada por Michelle no Instagram – onde acumula mais de 8 milhões de seguidores – a legenda “jornalistas reunidos desejando a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13” acompanha as imagens.

Após a divulgação, profissionais relataram ameaças contra eles e familiares à Polícia Civil. Ao menos duas repórteres também sofreram ataques ao serem reconhecidas na rua.

Entidades que representam jornalistas brasileiros repudiaram as agressões e ameaças sofridas pelos profissionais de imprensa. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) divulgaram notas cobrando proteção aos profissionais.

A Abraji classificou a publicação do vídeo, sem qualquer verificação prévia, como um gesto irresponsável. Segundo a associação, o registro foi deturpado e expôs jornalistas “que estavam simplesmente exercendo seu trabalho” a ameaças e difamações.

“É inadmissível que parlamentares e figuras com espaço no debate público utilizem sua influência para orquestrar campanhas de difamação e incitar agressões contra profissionais de imprensa. Esse tipo de ataque não é apenas uma ameaça individual — é um ataque direto à liberdade de imprensa e à democracia”, afirma o texto.

Também em nota, a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal cobraram proteção aos trabalhadores.

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