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Brasil

Michelle Bolsonaro agradece Fux em ato por anistia: "Foi sensato"

Ex-primeira-dama discursa em ato de manifestação pró-anistia em Brasília nesta quarta-feira (7/5)

07/05/2025 17:36, atualizado 07/05/2025 19:47
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Michelle Bolsonaro agradece Fux em ato por anistia: “Foi sensato”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agradeceu, nesta quarta-feira (7/5), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux pela atuação dele no julgamento dos réus por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

“Eu peço, não desista da nossa nação, continue orando por ela, continue para Deus, continue orando para que Deus toque nos corações de cada ministro, e aqui o agradecimento ao ministro Luiz Fux, que foi sensato em seu voto, em favor de Débora”, afirmou Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama participa do ato pró-anistia em Brasília.

Denúncia

  • Débora foi denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em julho de 2024 por associação criminosa armada, golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado, entre outros crimes.
  • Em agosto do mesmo ano, a Primeira Turma aceitou a denúncia por unanimidade.
  • O caso é julgado pela Primeira Turma da Corte, que também é formada pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
  • O placar está 2×0 para a condenação com 14 anos de pena. Fux votou pela pena de 1 ano e 6 meses.
  • Moraes afirmou ter sido comprovado nos autos que Débora teve envolvimentos com a “empreitada criminosa” que culminou nos atos de 8 de Janeiro.

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Ato pró-anistia do 8/1 em Brasília
Ato pró-anistia do 8/1 em Brasília
malafaia, Michelle e Jair Bolsonaro em manifestação em Brasília
Ato pró-anistia em Brasília, nesta quarta-feira (7/5)
Michelle Bolsonaro durante ato pela anistia
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Michelle Bolsonaro durante ato pela anistia

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malafaia, Michelle e Jair Bolsonaro em manifestação em Brasília
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Ex-presidente Jair Bolsonaro durante ato
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Manifestantes começaram a chegar por volta das 14h
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Ato pró-anistia em Brasília, nesta quarta-feira (7/5)

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PF pretende chamar Bolsonaro para prestar depoimento
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STF não cogita, ao menos por ora, botar tornozeleira eletrônica em Bolsonaro
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Ambulantes acompanham a concentração para o ato
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Ambulantes acompanham a concentração para o ato

Camiseta "Faz o Elon Musk"
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Camisetas a venda em manifestação pela anistia
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Camisetas a venda em manifestação pela anistia

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Ato pró-anistia
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Ato pró-anistia

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A fala de Michelle é uma referência a uma manifestação de Fux sobre a pena da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos. Ela foi condenada a 14 anos de prisão e pagamento de R$ 50 mil de multa por pixar com batom a estátua “A Justiça”, que fica em frente ao STF. A cabeleireira escreveu: “perdeu mané”. No entanto, Fux divergiu do ministro Alexandre de Moraes e outros colegas ao propor pena de reclusão de 1 ano e 6 meses e pagamento de dez dias-multa no valor de 1/30 salário mínimo.

“Confesso que eu, em determinadas ocasiões, me deparo com uma pena exacerbada. E foi por essa razão que eu pedi vista do caso”, disse ao pedir vista do caso em março de 2025.

A fala de Michelle Bolsonaro no evento foi rápida. Ela discursou logo após o deputado federal Nicolas Ferreira (PL-MG). Também participam do ato o ex-presidente Jair Bolsonaro; o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto; e o pastor Silas Malafaia.

O ato desta quarta tenta pressionar parte do Congresso a trabalhar para o andamento do PL da Anistia. O texto vis a perdoar manifestantes que participaram da invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2022.

A oposição afirma ter mais de 200 assinaturas e caminha para alcançar as 257 necessárias para a votação do requerimento de urgência. A aprovação da urgência muda o rito de tramitação e deixa para trás a apreciação em comissões, fazendo com que o PL siga direto para votação pelos deputados em Plenário.

O caso Débora

A cabeleireira foi objeto de um movimento nas redes sociais para sensibilizar e chamar a atenção para o caso dela. Mesmo com a condenação mantida, após um parecer da Procuradoria Geral da República (PGR), Moraes concedeu prisão domiciliar para ela.