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Brasil

Metade dos presos por atos golpistas são de SP, MG, PR e MT; veja mapa

Apesar dos atos terroristas terem ocorrido no Distrito Federal, apenas 6% dos presos residem na capital federal

20/01/2023 21:22, atualizado 20/01/2023 22:22
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Matheus Veloso/Metrópoles
Manifestantes bolsonaristas invadem a Esplanada dos Ministérios e promovem atos de vandalismo e terrorismo em prédios públicos. Na imagem, eles invadem Congresso Nacional e destroem parte inferior do gramado, entrando em confronto com a polícia - Metrópoles

Metade dos bolsonaristas presos por envolvimento nos atos terroristas de 8 janeiro na Esplanada dos Ministérios são de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso.

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape), apesar das cenas de extremismo terem sido registradas no Distrito Federal, apenas 6% dos presos provém da capital federal.

Entre os extremistas, 271 são do estado de SP. Em seguida aparecem MG (200 presos), PR (131) e MT (103). Veja o total de presos de cada unidade da Federação:

A Seape, porém, informa que as listas dos bolsonaristas encarcerados e a dos monitorados por tornozeleria eletrônica devem ser atualizadas nos próximos dias. Até o momento, constam dados de 1.382 pessoas, enquanto 1.459 foram presas no total.

Em 8 de janeiro, atos golpistas promovidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inconformados com os resultados das eleições tomaram a Esplanada dos Ministérios. Extremistas invadiram os prédios dos Três Poderes e destruíram vidraças, mobílias e obras de arte.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem avaliado a situação dos presos. Nesta sexta-feira (20/1), a Corte anunciou que o magistrado terminou de analisar as prisões dos 1.406 extremistas.

Subiu para 942 o número de pessoas presas preventivamente por participarem dos atos golpistas. Além disso, 464 responderão em liberdade, sob condição do uso da tornozeleira eletrônica e outras restrições.

O Metrópoles procurou a Seape para confirmar se os dados sobre a unidade da Federação de cada preso descrevem a residência ou o local de registro da identidade dos detidos. No entanto, não houve retorno até a publicação desta reportagem.

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