Mesmo sem Bolsonaro reconhecer derrota publicamente, processo de transição ocorrerá

Após pronunciamento de Bolsonaro, especialistas e o STF analisaram que o anúncio da transição é uma declaração de ter aceito o resultado

atualizado

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Arte mostra desenhos dos candidatos à presidência Lula e Bolsonaro sob as cores, respectivamente, vermelho e azul - Metrópoles
1 de 1 Arte mostra desenhos dos candidatos à presidência Lula e Bolsonaro sob as cores, respectivamente, vermelho e azul - Metrópoles - Foto: Yanka Romão/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez seu primeiro pronunciamento após ser derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva. Diante de apoiadores e jornalistas, o mandatário não reconheceu a derrota, mas deu sinais importantes de que não contestará o resultado das urnas e de que é favor do “direito de ir e vir”, ou seja, contra as manifestações de caminhoneiros, que fecharam centenas de rodovias no país para protestar contra o resultado das eleições 2022.

Especialistas ouvidos pelo Metrópoles e nota oficial do Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, consideram que o anúncio de que a transição de governo será iniciada sobre o comando do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, junto ao vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, é uma forma de aceitar o resultado, mesmo que indireta.

Para o cientista político da Fundação da Liberdade Econômica, Márcio Coimbra, o processo institucional corre à revelia de vontades pessoais, adotando o rito da lei. “Essa é uma excelente sinalização política e também para o mercado. O resultado eleitoral não será contestado e o presidente, apesar de não parabenizar o adversário, autorizou o início do processo de transição”, considerou.

O analista político e CEO da BMJ Consultores Associados, Wagner Parente, a fala do presidente é direcionada a um público que “se manifesta porque está indignado”, no entanto, ele não mostra o motivo desta indignação. “Provavelmente isso virá nas redes sociais em posicionamentos informais do presidente”, acredita.

Para Parente, no momento que Bolsonaro coloca o ministro Ciro Nogueira pra falar de transição, ele se descola totalmente da passagem para o governo Lula. “É como se não concordasse com aquilo que virá acontecer que é o processo de transição. A forma estabelecida para esse pronunciamento foi exatamente para manter a militância”, considera o especialista, apesar de considerar que Bolsonaro legitima a transição a partir de Ciro Nogueira.

STF

Em nota oficial, o Supremo Tribunal Federal ressaltou “a importância do pronunciamento do presidente da República em garantir o direito de ir e vir em relação aos bloqueios e, ao determinar o início da transição, reconhecer o resultado final das eleições”.

Em seguida, os ministros se reuniram com Bolsonaro, na sede do Supremo, em Brasília e analisaram que foi uma reunião em “ambiente cordial e respeitoso, em que foi destacada por todos a importância da paz e da harmonia para o bem do Brasil”.

 

 

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