Mesmo crítico de patamar dos juros, Lula sai em defesa de Galípolo

Presidente afirmou que tem “100% de confiança” no presidente do Banco Central e ressaltou que a autoridade monetária é independente

atualizado

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Presidente Lula em reunião ministerial
1 de 1 Presidente Lula em reunião ministerial - Foto: Reprodução/CanalGov

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (18/12), que tem “100% de confiança” no presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. O economista é alvo constante de críticas porque a instituição monetária continua mantendo a taxa Selic em 15%, maior patamar em 20 anos.

“Eu tenho 100% de confiança no companheiro Galípolo, presidente do Banco Central. Eu nunca fui favorável à independência do Banco Central”, declarou o petista.

“O que não dá é o seguinte: indiquei o presidente do BC, ele vai ficar dois anos no outro governo se a gente perder as eleições. Eu acho que não é correto. Todo governo que entra tem o direito de indicar o presidente do BC, na espectativa de que ele seja o melhor presidente do BC possível. Eu fiquei oito anos com o [Henrique] Meirelles e não me arrependo, Meirelles prestou um grande serviço. Tenho certeza que o Galípolo vai prestar um grande serviço”, continuou Lula.

As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa com jornalistas no Palácio do Planalto.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta reunião consecutiva, justificando que o atual patamar ainda é necessário para assegurar a convergência da inflação para a meta e conter a incerteza econômica global.

A decisão ocorreu em meio a um cenário de inflação moderada e atividade econômica em ritmo lento, o que alimenta expectativas sobre o futuro do ciclo de juros elevados no primeiro trimestre do próximo ano. Lula manifestou esperanças de que a taxa diminua nas próximas deliberações do Copom.

“Da mesma forma que a gente sente cheiro de chuva, eu estou sentindo cheiro de que logo logo a taxa de juros vão começar a baixar. Agora, o BC tem autonomia, é importante lembrar. Jamais eu farei pressão para que o Galípolo tome atitude que tem que tomar. É ele que tem que tomar a decisão. Eu espero que ele esteja cheirando o mesmo ar de desejo que eu estou cheirando agora”, disse.

“Se ele fazer isso, vai ser bom para ele, vai ser bom para o Brasil, vai ser bom para a indústria, para o desemprego, para o salário, e vai ser bom para todo mundo”, finalizou o presidente.

Nesta quinta, Galípolo afirmou que não há “setas dadas, nem portas fechadas” para as alterações na Selic.

“Você não está dando nenhum tipo de seta para o que vai fazer e não está fechando portas. Não há nem setas dadas, nem portas fechadas”, disse em entrevista coletiva no BC.

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