Mesa Diretora da Câmara pede suspensão de deputados que fizeram motim

Mesa Diretora encaminhou ao Conselho de Ética a punição contra Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC)

atualizado

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imagem colorida Deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, retoma Mesa Diretora, após obstrução da oposição
1 de 1 imagem colorida Deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, retoma Mesa Diretora, após obstrução da oposição - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados resolveu pedir, nesta terça-feira (23/9), a suspensão do mandato de três deputados pelo motim que paralisou os trabalhos da Casa em agosto.

A direção da Casa enviou ao Conselho de Ética os pedidos de suspenção contra Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), cada um com uma previsão de punição diferente. Caberá ao Conselho de Ética avaliar cada caso e aprovar ou não a medida contra os parlamentares.


Veja abaixo qual o prazo de suspensão defendido pela Direção da Câmara:

  • Marcos Pollon (PL-MS) – suspensão do mandato por 90 dias por ofensas contra a cúpula da Casa, e outro pedido, também de suspensão, por 30 dias, por se recusar a sair da cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB);
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS) – suspensão do mandato por 30 dias por obstruir o acesso de Motta à cadeira de presidente; e
  • Zé Trovão (PL-SC) – suspensão do mandato por 30 dias por obstruir o acesso de Motta à cadeira de presidente.

A decisão da Mesa Diretora acolheu na íntegra as penas defendidas pela Corregedoria-Geral da Câmara, que havia apresentado seu parecer na última sexta-feira (19/9).

O motim na Câmara se deu em defesa de aprovação de medidas defendidas como “pacote da paz” e em protesto depois da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ato durou cerca de 30 horas e fragilizou Motta, uma vez que o presidente da Casa teve dificuldade de retomar o controle da situação.

No parecer de sexta, a Corregedoria também pediu a “censura escrita”, uma espécie de advertência, aos seguintes parlamentares envolvidos no motim:

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ);
  • Nikolas Ferreira (PL-MG);
  • Julia Zanatta (PL-SC);
  • Luciano Zucco (PL-RS);
  • Allan Garcês (PP-MA);
  • Caroline de Toni (PL-SC);
  • Marco Feliciano (PL-SP);
  • Domingos Sávio (PL-MG);
  • Bia Kicis (PL-DF);
  • Carlos Jordy (PL-RJ); e
  • Paulo Bilynskyj (PL-SP).

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