Menino atacado por tubarão segue isolado por alto risco de infecção

Lucas Nemezio, pai do menino de 11 anos que perdeu a perna após ataque de tubarão em Pernambuco, alerta para alto risco de infecção

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida, menino de 11 anos ue sofreu ataque de tubarão em Pernambuco- Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O menino João Lucas Castor Nemezio Sales (imagem em destaque), de 11 anos, que teve uma das pernas amputadas após ser atacado por um tubarão na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes (PE), segue internado em isolamento devido ao alto risco de infecção.

A informação foi divulgada nessa sexta-feira (5/6) pelo pai da criança, Lucas Nemezio, em vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo ele, o quadro de saúde exige cuidados rigorosos porque a imunidade do garoto está baixa após os procedimentos realizados desde o acidente.

“Hoje ele se encontra em isolamento estrito e essa é uma medida médica vital, pois o risco de infecção ainda é alto. A imunidade dele está muito baixa. Cada visita, por mais cheia de carinho que seja, representa um risco que ele não pode correr agora”, afirmou.
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Após ataque de tubarão, praia amanhece vazia
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Material cedido ao Metrópoles
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Divulgação

Entenda o caso

  • João Lucas foi atacado no último domingo (31/5), quando estava na Praia de Piedade, acompanhado de familiares e amigos.
  • Após sofrer ferimentos graves na perna e na mão esquerda, ele foi retirado do mar, recebeu os primeiros socorros na areia e foi levado para atendimento médico.
  • Inicialmente, o menino foi encaminhado ao Hospital da Aeronáutica, onde foi estabilizado.
  • Em seguida, foi transferido para o Hospital da Restauração, no Recife, unidade em que passou por cirurgia e teve uma das pernas amputada.
  • Após quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ele foi transferido para um hospital da rede privada.

Lucas Nemezio afirmou, ainda, que o filho enfrentará um longo processo de recuperação e destacou os desafios que a família deverá enfrentar após a alta médica.

A recuperação de João Lucas será longa. Embora o plano de saúde cubra parte do hospitalar, os custos invisíveis de uma amputação são gigantescos. Estamos falando de adaptações estruturais, tratamentos que o plano não cobre, remédios caríssimos e insumos de ponta”, disse.

De acordo com o pai, a saúde emocional da criança também foi profundamente afetada pelo episódio e exigirá acompanhamento especializado nos próximos meses.

Lucas contou ainda que ingressou recentemente na Polícia Rodoviária Federal (PRF) e estava trabalhando em Manaus (AM) quando recebeu a notícia do ataque. Agora, segundo ele, tenta viabilizar uma transferência para ficar mais próximo do filho durante a recuperação.

Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), o animal envolvido no ataque foi um tubarão-cabeça-chata, espécie conhecida por frequentar áreas mais rasas do mar em busca de alimento.

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