Reservatórios perdem vegetação e acentuam crise hídrica, diz pesquisa

São Paulo e Paraná conseguiram atenuar o problema, mas situação das bacias hidrográficas do país é considerada preocupante

atualizado 15/09/2021 11:14

crise hídrica e energética, reservatório da usina hidrelétrica de itumbiara enfrenta redução do nível da água, em razão da seca e da estiagemVinícius Schmidt/Metrópoles

Manter a vegetação que margeia rios e nascentes é um dos principais passos para evitar escassez hídrica e não prejudicar a geração de energia e o abastecimento da população.

Contudo, o Brasil tem cuidado mal desse quesito. A conclusão foi divulgada nesta quarta-feira (15/9) pelo MapBiomas, iniciativa do Observatório do Clima que monitora a devastação da vegetação no país por imagens de satélites.

Segundo o MapBiomas, a bacia do Paraná, por exemplo, teve sua cobertura nativa reduzida de 24% em 1990 para 19% em 2020. A do Rio Grande caiu de 21% para 20% no período.

Já a bacia do Tietê passou de 19% para 20% e a do Paranamanema ficou estável em 23%. Já a bacia do Paraíba do Sul oscilou de 27% para 29%

São Paulo e Paraná substituíram áreas de pastagem por agricultura e conseguiram conservar Áreas de Preservação Permanente (APP) em torno de rios.

Apesar da tendência otimista, ainda assim, é considerada preocupante a situação de importantes bacias hidrográficas. Muitas têm baixa cobertura vegetal, o que afeta a disponibilidade de água.

“O planejamento da recuperação florestal da Mata Atlântica de acordo com as bacias hidrográficas é uma enorme oportunidade para gestores públicos”, alerta Marcos Rosa, coordenador técnico do MapBiomas, em comunicado divulgado pela entidade.

Ele completa: “Como metade da vegetação nativa da Mata Atlântica está em áreas privadas, políticas como a de Pagamento por Serviços Ambientais e criação de corredores assume papel estratégico para a recuperação e conservação do bioma.”

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