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Meio Ambiente

MPF vai à Justiça contra mineradora para evitar desmatamento em MG

Ministério Público diz que empresa pretende desmatar ilegalmente território equivalente a "100 campos de futebol" na Mata Atlântica

31/05/2022 17:01, atualizado 31/05/2022 17:02
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Polícia Militar Ambiental/Divulgação
Desmatamento na Mata Atlântica - Metrópoles

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação na Justiça para exigir que a empresa Taquaril Mineração (Tamisa) peça autorização ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) antes de qualquer corte de vegetação na Mata Atlântica. Conforme o órgão, novo projeto da mineradora ameaça desmatar boa parte da vegetação do bioma. 

De acordo com o MPF, a Tamisa pretende instalar um complexo minerário na região da Serra do Curral (MG), que possui três tipos de remanescentes do bioma.

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Trinta anos do Dia da Biodiversidade marca recorde de desmatamento
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Welington Pedro de Oliveira
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Trinta anos do Dia da Biodiversidade marca recorde de desmatamento

Kamikia Kisedje/ WWF-Brasil

O Ministério Público alega que a atividade vai “afetar negativamente a fauna e a flora locais, com repercussão em corpos d’água, qualidade do ar, estabilidade geológica e composição da paisagem”. O órgão também reforça restar apenas 1,6% da área original de Mata Atlântica em Minas.

Projeto irá desmatar “100 campos de futebol”

O projeto da mineradora prevê extrair cerca de 31 milhões de toneladas de minério. Para isso, a empresa deve desmatar 101,24 hectares, que correspondem a mais de 1.012 m². A região que equivale aproximadamente a 100 campos de futebol.

O texto classifica o projeto como de grande porte e grande potencial poluidor, gerando perdas irreversíveis. “Causará impactos ambientais múltiplos e expressivos em bioma especialmente protegido”, afirma o MPF.

A ação pede que seja determinado ao Ibama que, se for o caso, autorize apenas a retirada de vegetação secundária, única permitida em caso de atividade minerária.