Lula quer COP30 na Amazônia: “O Brasil de volta ao mundo”

Lula vai pedir ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que a COP30 seja realizada no Brasil, especificamente na Região Amazônica

atualizado 16/11/2022 10:59

O presidente eleito Lula discursa na COP27 com microfone na mão ao lado dos governadores Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) e Hélder Barbalho (Pará) - Metrópoles Christophe Gateau/picture alliance via Getty Images)

Enviado especial a Sharm El-Sheikh – O presidente da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, nesta quarta-feira (16/11), que vai pedir ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que a COP30 seja realizada no Brasil. O evento ocorrerá em 2025.

Como mostrou o Metrópoles, Lula se reunirá com Guterres na quinta-feira (17/11).

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“O Brasil está de volta ao mundo, saindo do casulo a que foi submetido nos últimos quatro anos. […] Era um governo que não fazia qualquer esforço para conversar com o mundo”, disse Lula, após participação no HUB do Consórcio da Amazônia Legal na COP27, realizada em Sharm El-Sheikh, no Egito.

“Vamos pedir que a COP seja feita no Brasil e na Amazônia”, afirmou, brincando que os governadores da região vão ter de “brigar” entre si para sediar o evento.

Lula está em Sharm El-Sheikh, no Egito, onde participa da 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27).

Nesta manhã, o petista se encontrou com os governadores do Acre, Gladson Cameli (PP); de Mato Grosso, Mauro Mendes (União); do Pará, Helder Barbalho (MDB); e de Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), todos integrantes da Amazônia Legal.

Também compareceram ao evento os chefes dos Executivos do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT); e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).

Os governadores entregaram uma carta ao presidente eleito. Veja:

No documento, os chefes estaduais reafirmam o “compromisso e o espírito de cooperação em favor de políticas orientadas à conservação e ao desenvolvimento sustentável” da Amazônia. A carta foi lida por Helder Barbalho.

Lula falou em seguida, por cerca de 10 minutos.

“Não temos que medir esforços para convencer as pessoas que uma árvore em pé vale mais que uma árvore derrubada. Não vamos discutir queimadas e desmatamento só em Brasília, vamos conversar com prefeitos, ver que recursos são necessários”, disse o petista.

O HUB da Amazônia Legal tem apenas 120 metros quadrados; a pequena extensão do espaço não era suficiente para abrigar a quantidade de autoridades, ativistas e jornalistas que acompanhavam o discurso.

Mais tarde, por volta das 17h no horário local (às 12h no horário de Brasília), o petista fará um pronunciamento no pavilhão azul da ONU, onde deverá anunciar novas ações. O discurso é esperado por autoridades de todo o mundo.

Viagem à COP27

Lula chegou a Sharm El-Sheikh na madrugada desta terça-feira (15/11), horário local (noite de segunda-feira, 14/11, em Brasília). Ele viajou à cidade-sede da COP27 em um jatinho do empresário José Seripieri Junior, fundador da Qualicorp e delator na Lava Jato.

O petista foi convidado publicamente pelo presidente do Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, para participar do evento climático.

Na terça, Lula teve encontros bilaterais com autoridades do clima dos Estados Unidos e da China. Ele também falou com o presidente do Egito e se reuniu com senadores que participam da COP27, incluindo o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Nesta quarta, além do evento com governadores da Amazônia, Lula fará um pronunciamento na COP27. O discurso ocorrerá por volta das 12h15, horário de Brasília, segundo o petista.

Na quinta (17/11), Lula terá encontros com representantes da sociedade civil brasileira, do Brazil Hub e do Fórum Internacional dos Povos Indígenas/Fórum dos Povos sobre Mudança Climática.

*O repórter viajou a convite do Instituto Clima e Sociedade (ICS).

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