Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

"O medo veio", conta repatriado sobre momentos de terror em Israel

Apesar do medo, repatriados afirmaram também que houve ajuda da população local e sentimento de segurança para os brasileiros

11/10/2023 07:27, atualizado 11/10/2023 08:12
Alan Rios/Metrópoles
Imagem colorida mostra Produtor Gleik Max fala dos sentimentos de medo e segurança que sentiu enquanto esteve em Israel - Metrópoles

O clima era de alívio em meio ao grupo de brasileiros que voltou de Israel para o Brasil, após o medo pelo ataque surpresa do grupo extremista Hamas, no último sábado. Eles chegaram ao aeroporto de Brasília em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) nesta quarta-feira (11/10).

“A nossa sensação de estar no solo brasileiro é de alegria. Nós estamos muito aliviados de ter saído daquele confronto, daquela situação que está lá”, desabafou Cristina Baube, de São Paulo, que viajava com o marido em uma caravana evangélica.

“O medo veio”, conta repatriado sobre momentos de terror em Israel - destaque galeria
14 imagens
Avião da FAB pousou na Base da Força Aérea com 211
Maioria dos repatriados era de turistas, que viajavam de férias para Israel e foram surpreendidos com a guerra
Voo teve 14 horas de duração
Entre os repatriados, muitos idosos com
Repatriados estenderam bandeiras do Brasil....
Repatriados de Israel chegaram a Brasília na madrugada desta quarta-feira (11/10)
1 de 14

Repatriados de Israel chegaram a Brasília na madrugada desta quarta-feira (11/10)

Igo Estrela/Metrópoles
Avião da FAB pousou na Base da Força Aérea com 211
2 de 14

Avião da FAB pousou na Base da Força Aérea com 211

Igo Estrela/ Metrópoles
Maioria dos repatriados era de turistas, que viajavam de férias para Israel e foram surpreendidos com a guerra
3 de 14

Maioria dos repatriados era de turistas, que viajavam de férias para Israel e foram surpreendidos com a guerra

Igo Estrela/ Metrópoles
Voo teve 14 horas de duração
4 de 14

Voo teve 14 horas de duração

Igo Estrela/ Metrópoles
Entre os repatriados, muitos idosos com
5 de 14

Entre os repatriados, muitos idosos com

Igo Estrela/ Metrópoles
Repatriados estenderam bandeiras do Brasil....
6 de 14

Repatriados estenderam bandeiras do Brasil....

Igo Estrela/ Metrópoles
... e de Israel
7 de 14

... e de Israel

Igo Estrela/Metrópoles
Na chegada, e emoção tomou conta dos repatriados
8 de 14

Na chegada, e emoção tomou conta dos repatriados

Igo Estrela/ Metrópoles
Os 211 repatriados vieram em voo direto de Israel para Brasília
9 de 14

Os 211 repatriados vieram em voo direto de Israel para Brasília

Igo Estrela/Metrópoles
Repatriada enrolada em bandeira de Israel
10 de 14

Repatriada enrolada em bandeira de Israel

Igo Estrela/ Metrópoles
Os 211 repatriados viram em voo direto de Israel para Brasília
11 de 14

Os 211 repatriados viram em voo direto de Israel para Brasília

Igo Estrela/ Metrópoles
Diversos religiosos estavam em viagem a Israel quando iniciou-se a guerra no local
12 de 14

Diversos religiosos estavam em viagem a Israel quando iniciou-se a guerra no local

Igo Estrela/ Metrópoles
Entre os repatriados, muitos idosos
13 de 14

Entre os repatriados, muitos idosos

Igo Estrela/ Metrópoles
Repatriados estenderam bandeiras do Brasil....
14 de 14

Repatriados estenderam bandeiras do Brasil....

Igo Estrela/Metrópoles

Parte importante dos brasileiros que chegaram em Brasília fazia turismo religioso pela Terra Santa, visitando locais históricos narrados na Bíblia Sagrada.

O pastor Francisco Bueno Junior liderava uma caravana em Jerusalém e narrou momentos de tensão quando sirenes tocaram e tiveram que correr para um abrigo antibomba no momento de um bombardeio.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

“No sábado, amanhecemos surpreendidos com as sirenes e toda a nossa caravana teve que seguir para o bunker, sem ter experiência com isso”, relatou o líder religioso.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Medo e correria com sirenes

Esse grupo de evangélicos também passou por um momento de correria quando as sirenes tocaram no aeroporto de Tel Aviv. Eles não conseguiram deixar o país por voos comerciais e voltaram após contato com a embaixada brasileira.

“Teve dois momentos que teve o alarme e tivemos que correr, mas graças a Deus estamos seguros”, relatou Claudia Regina, que estava na mesma caravana.

O produtor Gleik Max (foto em destaque), 40 anos, estava em Israel para filmar um documentário. Ele e a equipe chegaram na sexta-feira (6/10) e começariam a filmagem no domingo (8/10). Não deu tempo, e os 15 dias de produção foram interrompidos.

“A gente, brasileiro, não tem essa cultura de proteção, segurança e guerra”, lembra Gleik, que acordou com a sirene pouco depois das 6h da manhã. Um guia ligou para eles e avisou que, quando ouvissem a sirene, eles tinham que correr para o bunker interno da construção. “Vira uma chavinha dentro da gente. O medo veio”, lembra o produtor.

Como os outros brasileiros, ele afirmou que esse sentimento depois foi substituído por uma confiança, principalmente com a ajuda da população local. “Eles nos deram segurança”.