“Medo que a justiça não seja feita”, diz pai de vítima de ataque no ES

Em entrevista ao Metrópoles, Erick Serafim, pai de menina morta em ataque no ES, pediu que o caso fosse apurado sem interferências

atualizado

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Selena e família vítima ataque tiros aracruz espirito santo - Metrópoles
1 de 1 Selena e família vítima ataque tiros aracruz espirito santo - Metrópoles - Foto: Arquivo pessoal

Erick Serafim Zuccolotto, representante comercial e pai de Selena Zagrillo, de 12 anos, uma das vítimas do ataque a tiros a duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, teme que o crime fique impune. Em entrevista ao Metrópoles, ele narrou os últimos momentos com a filha e a angústia da busca pela menina após o atentado.

A filha de Serafim morreu após um adolescente de 16 anos abrir fogo contra professores e alunos, na última sexta-feira (25/11). Erick clama para que o caso seja apurado sem interferências e que o pai do autor, um policial militar, também seja responsabilizado pelo crime.

“Esperamos que tenha uma investigação justa, sem interferência. A gente sabe da posição do pai do assassino. Então, tenho muito receio de que a justiça não seja feita. Já sabemos que o rapaz, por ser menor, daqui dois ou três anos já está em liberdade novamente”, afirmou.

“Ele [pai do autor] deu entrevista dizendo que a culpa foi da internet, mas onde estava esse pai para acompanhar o que ele fazia na internet, o que o filho aprendia na internet?”, questionou Serafim.

O policial deu uma entrevista afirmando que acredita que o filho foi induzido a cometer o atentado. No entanto, em depoimento à polícia, o adolescente alegou ter começado a planejar o atentado após sofrer bullying na escola em 2019. O pai do autor do atentado negou que tenha ensinado o filho a atirar.

“[O atirador] teve acesso às duas armas do pai. Ele não teve acesso apenas uma vez para cometer o atentado, ele treinava, praticava. As gravações mostrando como portou [a arma], como atirou, a gente percebe que não era alguém transtornado atirando a esmo, alguém que não sabia o que tava fazendo. Ele sabia muito bem o que tava fazendo”, disse Erick.

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A estudante Selena Sagrillo Zucoloto, que morreu no ataque, era aluna do 6º ano no Centro Educacional Praia de Coqueiral
Em diversos momentos, ele aponta a arma para várias direções
Momento em que atirador sai da escola no ES
Selena, de 12 anos, ao lado da mãe e do pai
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Selena, de 12 anos, ao lado da mãe e do pai

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A estudante Selena Sagrillo Zucoloto, que morreu no ataque, era aluna do 6º ano no Centro Educacional Praia de Coqueiral
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A estudante Selena Sagrillo Zucoloto, que morreu no ataque, era aluna do 6º ano no Centro Educacional Praia de Coqueiral

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Em diversos momentos, ele aponta a arma para várias direções
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Em diversos momentos, ele aponta a arma para várias direções

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Momento em que atirador sai da escola no ES
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Momento em que atirador sai da escola no ES

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Últimos momentos

Durante a entrevista, o representante comercial narrou os últimos momentos que teve a filha. Ele conta que no dia anterior assistiu ao jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo ao lado de Selena. Na manhã de sexta-feira (25/11), dia do ataque, levou a menina para a escola, onde ela faria as provas finais. Eles tinham planos de viajar nas férias.

“Me despedi, desejei boa sorte na prova e esperava que fosse buscá-la no horário normal. Mas não foi assim que ocorreu, infelizmente”, lamentou.

Serafim também relatou como foi o momento em que soube que a filha estava entre as vítimas do atentado. Após buscar em hospitais e nas escolas, descobriu por meio de um professor que estava na sala de aula na hora do ocorrido.

“Ele, aos prantos, não conseguiu dizer toda a frase, mas deixou claro que a Selena estava morta dentro da sala de aula. Foi quando meu pai me ligou e falou pra eu voltar de Aracruz que a Selena estava lá. Não adiantava mais procurar”, narrou.

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