Médico diz que recuperação de Bolsonaro pode levar até 9 meses
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por uma cirurgia no ombro na sexta-feira (1º/5) e recebeu alta nesta segunda-feira (4)
atualizado
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O médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago atualizou, nesta segunda-feira (4/5), o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a cirurgia realizada na sexta-feira (1º/5). A coletiva foi concedida em frente ao Hospital DF Star, onde o procedimento ocorreu.
De acordo com o médico, a cirurgia foi feita por artroscopia e transcorreu dentro do esperado. Durante o procedimento, foram identificadas lesões em dois tendões do manguito rotador: o subescapular, localizado na parte anterior do ombro, e o supraespinal, na região superior.
A previsão de recuperação completa varia entre seis e nove meses.
Além da correção das lesões, a equipe médica realizou uma tenotomia seguida de tenodese do bíceps – técnica que reposiciona o tendão para melhorar a função e reduzir a dor. Também foi feita uma acromioplastia, procedimento que amplia o espaço na articulação do ombro, diminuindo o atrito sobre os tendões.
“No pós-operatório, a principal preocupação é a dor, que costuma ser intensa. Felizmente, conseguimos controlá-la bem. O paciente iniciou fisioterapia para cotovelo e mão. Ele permanecerá com tipoia por seis semanas e, depois, iniciará fisioterapia específica para o ombro”, explicou o médico.
Alta médica
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira (4/5), após passar por uma cirurgia no ombro na sexta-feira (1º/5). Bolsonaro segue para casa, onde cumpre prisão domiciliar.

O ex-presidente deixou o hospital acompanhado da esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). O ex-mandatário deixou o hospital às 14h25 (horário de Brasília) e seguiu para o condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, bairro de alto padrão na capital federal.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, em regime inicialmente fechado.
Devido à condição de saúde, contudo, Bolsonaro foi transferido para a prisão domiciliar, por um prazo inicial de 90 dias, conforme autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
