Eleição 2026

MDB mapeia estados mais e menos alinhados a Lula; veja lista

Diante do cenário, partido estuda liberar seus diretórios estaduais na eleição presidencial, como fez em 2022

atualizado

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O PT, que deve contar com a candidatura à reeleição de Lula, vem logo depois. Pela projeção, o partido deve receber cerca de R$ 618 milhões.
1 de 1 O PT, que deve contar com a candidatura à reeleição de Lula, vem logo depois. Pela projeção, o partido deve receber cerca de R$ 618 milhões. - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Um levantamento feito pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) junto a seus diretórios estaduais indica que, em 16 estados e no Distrito Federal, o partido se posiciona contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto em 10 estados declara apoio à sua gestão.

Ao analisar o cenário político de seus diretórios estaduais, o partido viu que, na maioria deles, a composição das chapas é contrária ao governo Lula.

Em estados decisivos, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, que têm os maiores colégios eleitorais do país, há divergências em relação ao presidente. A força do petista está concentrada principalmente no norte e nordeste do país, em especial em estados como o Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí.

O levantamento foi feito em meio à tentativa do governo de conseguir apoio da sigla para as eleições. O governo já estaria cogitando, inclusive, oferecer a vaga de vice na chapa presidencial, hoje ocupada por Geraldo Alckmin (PSB).

Entretanto, a sigla não enxerga a possibilidade como um bom negócio, visto que o objetivo é aumentar o número de deputados federais. O partido ainda avalia que ter um vice decorativo no governo não seria tão vantajoso assim.

Diante desse cenário, o MDB deve optar por liberar os diretórios regionais na campanha presidencial, devido a divisão no partido sobre apoiar um candidato de esquerda ou de direita.

Neutralidade

Na campanha eleitoral de 2022, o MDB seguiu uma estratégia parecida. No primeiro turno, o partido apostou em um projeto próprio, lançando Simone Tebet, então senadora, como candidata ao Planalto.

No segundo turno, o partido liberou seus diretórios estaduais para apoiar os candidatos que achassem melhor na disputa pelo Planalto. O Metrópoles apurou que algo parecido deve acontecer agora.

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