MDB: filiados pedem expulsão de Osmar Terra após “ministério paralelo”

Os pedidos foram intensificados após matéria divulgada com exclusividade pelo Metrópoles, que provam o chamado "ministério paralelo"

atualizado 04/06/2021 16:10

OSmar Terra sentadoRafaela Felicciano/Metrópoles

Pedidos de expulsão do deputado federal Osmar Terra tomaram força nesta sexta-feira (4/6) em grupo de mensagens com representantes de movimentos do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Os pedidos foram intensificados após matéria divulgada com exclusividade pelo Metrópoles, com imagens mostrando o aconselhamento do chamado “ministério paralelo” sendo feito diretamente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – com trechos explícitos de ressalvas à aplicação de vacinas. Trechos de uma reunião, ocorrida em 8 de setembro, também confirmam que Arthur Weintraub intermediava os contatos entre o grupo e o Palácio do Planalto.

Mensagens divulgadas pelo portal Antagonista mostram pedidos de expulsão do partido por parte de filiados.

“Esse sujeito não será expulso do MDB mesmo? Ele é o grande mentor da ‘imunidade de rebanho’ que culminou na morte de centenas de milhares que não morreriam, caso o governo tivesse tido o mínimo de responsabilidade”, escreveu um filiado.

O grupo ainda fala sobre oficializar o pedido de expulsão de Osmar Terra. “A ignorância e o atraso trabalham noite e dia para involuntariamente destruírem a democracia”, justificou outro militante.

De acordo com a reportagem, o próprio Osmar Terra faz parte do grupo de mensagens.

Entenda

O chamado “ministério paralelo” teria a participação da imunologista Nise Yamaguchi, do deputado Osmar Terra, do virologista Paolo Zanoto e de médicos de diversas especialidades. Confinados em uma sala de reuniões do Planalto, nenhum dos profissionais usa máscara.

As imagens também apontam Osmar Terra como o cacique intelectual do grupo. “Uma honra trabalhar com o senhor neste período” afirmou Nise Yamaguchi ao deputado. Na CPI da Covid, ela negou a existência de um gabinete paralelo, e disse que prestava apenas “aconselhamento”.

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