Mauro Vieira desmente acusações dos EUA sobre bases da China no Brasil

Na Câmara dos Deputados, cjhanceler falou sobre as acusações dos EUA de a China operar bases militares em território brasileiro

atualizado

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Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores do Brasil falam a imprensa sobre brasileiros deportados pelos Estados Unidos, após reunião com o presidente Lula Metrópoles
1 de 1 Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores do Brasil falam a imprensa sobre brasileiros deportados pelos Estados Unidos, após reunião com o presidente Lula Metrópoles - Foto: <p>Hugo Barreto/Metrópoles<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, desmentiu as acusações dos Estados Unidos sobre a existência de bases secretas da China em território brasileiro e classificou as acusações vindas de Washington como “desinformação”. A declaração do chanceler aconteceu nesta quarta-feira (18/3) durante reunião na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados.

Em resposta ao requerimento de autoria do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que cobrou explicações do ministro sobre o caso, Vieira negou as alegações do relatório “Atraindo a América Latina para a órbita da China”, divulgado pelo Congresso dos EUA.

“Não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceira militar, nem qualquer elemento que justifica as ilações descritas no relatório ou nas denúncias subsequentes. Estamos falando, portanto, de especulações derivadas de notícias de internet, cujos conteúdos foram descontextualizados e distorcidos”, disse Vieira.

No início do mês, congressistas dos EUA afirmaram que a China operava duas instalações espaciais no Brasil: a Estação Terrestre Tucano, localizada em Salvador, Bahia; e o telescópio Bingo, atualmente em fase de construção no Sertão da Paraíba.

Conforme já havia declarado a empresa responsável pela Estação Terrestre Tucano, a Alya Space, Vieira destacou que o projeto encontra-se na fase de pesquisa e desenvolvimento, sem instalações físicas.

Além disso, o chanceler brasileiro afirmou que existiu a assinatura de um memorando de entendimento entre a Allya Space e uma empresa chinesa para possíveis cooperações técnicas entre os dois lados. O documento, porém, não evoluiu para nenhum tipo de contrato definitivo ou operação comercial.

Sobre o Telescópio Bingo, o ministro das Relações Exteriores do Brasil também negou as alegações dos EUA sobre a utilização do equipamento para espionagem chinesa.

O objetivo do projeto é realizar pesquisas ligadas a “fenômenos como energia escura, matéria, antimatéria, radiação entre outros temas de relevância científica”, disse Vieira. Além do Brasil, África do Sul, França, Reino Unido, Suíça e China fazem parte do desenvolvimento,

“Não há absolutamente nenhum elemento operacional, tecnológico ou material que permita associar o Telescópio Bingo a atividades de inteligência, espionagem ou qualquer objetivo militar”, acrescentou o chanceler brasileiro. 

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