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Brasil

Mauro César Lourena Cid deixa a PF após depor sobre caso das joias

Lourena Cid depõe novamente à PF no caso que investiga a venda irregular de presentes sauditas entregues ao ex-presidente Jair Bolsonaro

Manoela Alcântara, Mariana Andrade26/03/2024 16:25, atualizado 26/03/2024 16:43
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IGO ESTRELA/METRÓPOLES @igoestrela
Mauro Lorena Cid deixa a PF

Depois de duas horas e meia, o general da reserva Mauro César Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), terminou de prestar depoimento e deixou a sede da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (26/3), por volta das 16h20.

Lourena Cid foi ouvido novamente no “caso das joias” que investiga a venda irregular de presentes sauditas entregues ao então presidente Bolsonaro durante visitas oficiais e comercializadas nos Estados Unidos (EUA).

Mauro César Lourena Cid deixa a PF após depor sobre caso das joias - destaque galeria
13 imagens
Pai de Mauro Cid tentou vender esculturas, parte de presentes oficias enviados por sauditas
Em conversa, Mauro Cid lembra o pai de fotografar as esculturas
Caixa onde escultura saudita estava guardada
Escultura apelidada de o "barco" fora da caixa
O "barco", um dos presentes oficiais enviados por sauditas que pai de Mauro Cid tentou negociar
Pai de Cid deixa rosto aparecer em reflexo de caixa com esculturas sauditas
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Pai de Cid deixa rosto aparecer em reflexo de caixa com esculturas sauditas

Reprodução/PF
Pai de Mauro Cid tentou vender esculturas, parte de presentes oficias enviados por sauditas
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Pai de Mauro Cid tentou vender esculturas, parte de presentes oficias enviados por sauditas

Reprodução/PF
Em conversa, Mauro Cid lembra o pai de fotografar as esculturas
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Em conversa, Mauro Cid lembra o pai de fotografar as esculturas

Reprodução/PF
Caixa onde escultura saudita estava guardada
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Caixa onde escultura saudita estava guardada

Reprodução/PF
Escultura apelidada de o "barco" fora da caixa
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Escultura apelidada de o "barco" fora da caixa

Reprodução/PF
O "barco", um dos presentes oficiais enviados por sauditas que pai de Mauro Cid tentou negociar
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O "barco", um dos presentes oficiais enviados por sauditas que pai de Mauro Cid tentou negociar

Reprodução/PF
Escultura apelidada de o "barco" dentro da caixa
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Escultura apelidada de o "barco" dentro da caixa

Reprodução/PF
Escultura apelidada de o "barco" dentro da caixa
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Escultura apelidada de o "barco" dentro da caixa

Reprodução/PF
Escultura apelidada de o "coquerio" fora da caixa
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Escultura apelidada de o "coquerio" fora da caixa

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Pai de Mauro Cid tentou avaliar a escultura apelidada de o "coqueiro", um dos presentes oficiais enviados por sauditas
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Pai de Mauro Cid tentou avaliar a escultura apelidada de o "coqueiro", um dos presentes oficiais enviados por sauditas

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Escultura apelidada de o "coquerio" dentro da caixa
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Escultura apelidada de o "coquerio" dentro da caixa

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Bolsonaro recebeu uma árvore semelhante as fotos em 16 de novembro de 2021, após Seminário Empresarial da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira na cidade de Manama, Bahrein
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Bolsonaro recebeu uma árvore semelhante as fotos em 16 de novembro de 2021, após Seminário Empresarial da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira na cidade de Manama, Bahrein

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Fachada da Gold Grillz Miami, loja que comercializa produtos com ouro ou outros
metais preciosos
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Fachada da Gold Grillz Miami, loja que comercializa produtos com ouro ou outros metais preciosos

Reprodução

O caso das joias

Em 11 de agosto de 2023, o general foi alvo de uma operação de busca e apreensão, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações indicam que os presentes recebidos tenham sido comercializados visando lucro próprio.

Em uma das imagens, a PF chegou a identificar o rosto de Lourena Cid no reflexo (confira sobreposição abaixo) de uma foto usada para negociar, nos Estados Unidos, esculturas recebidas como presente oficial.

Além de Lourena Cid, aliados e auxiliares do ex-presidente foram alvos:

  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e tenente-coronel
  • Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro
  • Osmar Crivelatti, segundo-tenente

Em 31 de agosto do ano passado, a PF colheu, de forma simultânea, os depoimentos dos seguintes envolvidos no caso das joias:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República
  • Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama
  • Fabio Wajngarten, advogado de Bolsonaro e ex-secretário-executivo do Ministério das Comunicações;
  • Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro;
  • Marcelo Câmara, assessor especial de Bolsonaro e coronel da reserva do Exército;
  • Mauro César Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Mauro César Lourena Cid, pai de Cid e general da reserva;
  • Osmar Crivelatti, assessor de Bolsonaro e tenente do Exército.

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