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Brasil

Master: vice-líder do governo defende afastamento de Jaques Wagner

Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o senador baiano deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à defesa no caso Master

18/06/2026 18:54
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Thiago Cristino / Câmara dos Deputados
O deputado federal Rogério Correia fala ao microfone

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) defendeu, nesta quinta-feira (18/6), que o senador Jaques Wagner (PT-BA) se afaste da liderança do governo no Senado após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), por envolvimento com o caso do Banco Master.

Vice-líder do governo na Câmara, Correia afirmou que o parlamentar baiano deve se dedicar à própria defesa diante das suspeitas investigadas pela PF, ressaltando que a presunção de inocência deve ser respeitada.

“Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas”, escreveu o deputado na rede social X.

Na mesma publicação, Correia também destacou a autonomia da PF durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, as investigações demonstram “independência dos órgãos de controle”.

Confira na íntegra:

Senador diz que continuará no cargo

Apesar da pressão nos bastidores, Jaques Wagner afirmou que permanecerá no comando da liderança do governo no Senado caso não seja retirado da função pelo presidente Lula.

Em entrevista à BandNews, o senador relatou ter recebido telefonema do chefe do Executivo em manifestação de apoio.

“O presidente Lula ligou para se solidarizar comigo, dizer que mantém absoluta confiança. A gente se conhece há 48 anos. Portanto, ele sabe como é o meu modo de agir”, declarou Wagner.

O parlamentar acrescentou que acredita não haver intenção do presidente de substituí-lo na liderança no Senado.

Também nesta quinta-feira, Wagner comentou a apreensão de US$ 55 mil e 33 mil euros em espécie — cerca de R$ 481 mil — em endereços ligados a ele, durante o cumprimento dos mandados da operação. Segundo o senador, os recursos têm origem em diárias recebidas para viagens internacionais e na compra regular de moeda estrangeira.

“De 2019 para cá, recebi aproximadamente US$ 70 mil em diárias para viagens internacionais. Em outras ocasiões, também comprei dólares e euros no Banco do Brasil, onde mantenho conta, para custear deslocamentos ao exterior. Não tenho nada a esconder sobre esse dinheiro”, afirmou.

Ligação de Lula à Jaques Wagner

Conforme noticiado pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, Lula telefonou mais de uma vez para Jaques Wagner após a deflagração da operação da PF.

Em uma das ligações, o senador atendeu o presidente no viva-voz enquanto estava no escritório político, em Salvador. Segundo aliados, o tom da conversa foi de solidariedade e confiança. A possibilidade de afastamento da liderança do governo não teria sido discutida durante o diálogo.

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