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Brasil

Maria da Penha é "pedaço de papel" que não defende mulher, diz Flávio

Pré-candidato tenta reforçar acenos ao eleitorado feminino com tratamento mais duro para agressores de mulheres

18/07/2026 15:39
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O Senador Flávio Bolsonaro PLRJ pre candidato à Presidência, inicia caminhada com apoiadores até o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade GO metropoles

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou, neste sábado (18/7), que a defesa das mulheres é uma pauta da direita e disse que a Lei Maria da Penha “é um pedaço de papel” que “não vai defender as mulheres”.

Flávio Bolsonaro participou do encontro estadual do PL no Espírito Santo. Em seu discurso, reforçou que incluirá tratamento mais duro para agressores em casos de violência doméstica em seu eventual governo e elogiou iniciativas de aliados, como a do ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao governo, Lorenzo Pazolini (Republicanos).

“A gente tem lei no Brasil e esses marginais vão ter que ficar sim muito mais tempo presos, não vai mais sair em audiência de custódia. Esse pedaço de papel que é a Lei Maria da Penha não é o que vai defender as mulheres, o que vai defender as mulheres é o que o Lorenzo fez enquanto prefeito e o que vai fazer como governador e o que nós vamos fazer em todo o Brasil”, disse no discurso.

Flávio tem aumentado a quantidade de acenos ao eleitorado feminino na pré-campanha em meio à briga pública que teve com a madrasta, Michelle Bolsonaro. Em junho, a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em que disse ter sido “humilhada” e “maltratada” pelo enteado.

Na sexta-feira (17/7), o pré-candidato anunciou o programa “Brasil por elas” e anunciou uma série de iniciativas voltadas às mulheres. Em transmissão ao lado da ex-presidente da Caixa Econômica Federal do governo Bolsonaro, Daniella Marques, uma das cotadas para ser sua vice, Flávio defendeu, por exemplo, a distribuição de celulares para mulheres de baixa renda.

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Como mostrado pelo Metrópoles, a pré-campanha se aproxima da convenção nacional do PL sem ter definido quem será candidato à vice.

Apesar dos esforços das últimas semanas para atrair siglas aliadas e ampliar o palanque, a campanha esbarra na resistência de partidos do Centrão e em divisões internas, o que faz uma chapa “puro-sangue”, composta apenas por nomes do próprio PL, não ser descartada.