Manifestantes contra Bolsonaro se reúnem na Esplanada

Concentração teve início às 9h. Integrantes do movimento descem a Esplanada para protestar contra ações do presidente durante a pandemia

atualizado 29/05/2021 11:16

Policiais militares revistam manifestantes na entrada da Esplanada dos Ministérios durante protesto com o governo bolsonaroArthur Menescal/Especial Metrópoles

A manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Brasília, neste sábado (29/5), começou às 9h. A concentração teve início no Museu Nacional da República.

Uma carreata também marcou a manhã de protesto. Veículos saíram da Praça dos Buritis em direção ao Museu da República. Por volta das 10h, a caminhada pela Esplanada teve início. Para diminuir as aglomerações, a marcha ao Congresso Nacional foi organizada em fileiras, divididas por faixas em diferentes cores. Os manifestantes usavam máscaras.

O ato foi organizado por movimentos políticos e estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Diretórios Centrais de Estudantes (DCEs) e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Veja vídeo:

Sindicatos de trabalhadores da área da saúde estiveram presentes, como o grupo de profissionais odontólogos e da assistência social.

Caio Sad, coordenador geral da Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet), explicou que o ato reivindica o impeachment de Jair Bolsonaro e pede melhora em programas sociais, como o auxílio emergencial.

“A gente entende que essa ato luta pela conquista de um auxílio emergencial justo, de no mínimo R$ 600. Também lutamos pela vacinação de todo o povo brasileiro e contra o corte das verbas na educação”, disse.

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Distanciamento

Durante o ato, manifestantes portavam máscaras do tipo PFF2. Os organizadores da manifestação entregaram o acessório de proteção facial aos participantes.

“Fizemos dois movimentos. Primeiro, o de divulgar que todo mundo viesse de máscara. Segundo, nos organizamos para distribuir máscaras pelo ato. A brigada da Saúde passará distribuindo álcool”, afirmou Caio Sad.

Apesar dos pedidos de respeito ao distanciamento social, o ato teve aglomerações. A parte inferior da Biblioteca Nacional foi um dos espaços onde houve concentração de pessoas.

Após a reunião no Museu Nacional, manifestantes devem seguir a caminhada até o Congresso Nacional, onde farão discursos contra o governo. Depois, seguem no caminho contrário até o Teatro Nacional.

Policiais militares fizeram uma barreira para vistoriar os pertences dos manifestantes.

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A pesquisadora do CNPQ Gabriela Leonardo, 30, diz que a omissão do governo federal no combate às pandemia se dá também na educação. “Nesse período em que as universidades fazem pesquisas importantes são feitos grandes cortes”, lamenta.

Para ela, é triste ver o ritmo desacelerado da vacinação contra a Covid-19. “Perdi parentes para essa doença e muitas mortes poderiam ter sido evitadas se Bolsonaro tivesse feito algo antes”, afirma.

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