*
 

O deputado federal afastado Paulo Maluf (PP-SP) está com “broncopneumonia em fase de regressão”, informa boletim médico divulgado nesse sábado (7/4) pelo Hospital Sírio-Libanês. A doença é um tipo de pneumonia que afeta diferentes e pequenas regiões do pulmão. Maluf permanece internado na unidade de saúde, onde deu entrada na sexta-feira (6) e, no sábado, passou por exames iniciais. Os testes constataram também que ele “está imunodeprimido”, quadro relacionado ao aparecimento de uma candidíase esofágica.

“Os exames clínicos e de imagem indicaram ainda uma trombose venosa do membro inferior esquerdo e um recrudescimento do câncer de próstata, com infiltração nas raízes nervosas na região sacral, o que pode caracterizar uma síndrome paraneoplásica”, acrescenta o hospital.

Paulo Maluf deve continuar no Sírio-Libanês para fazer novos exames neste domingo (8). Antes, ele cumpria pena pelo crime de lavagem de dinheiro, em casa, na cidade de São Paulo, por força de decisão provisória do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu prisão domiciliar humanitária ao parlamentar de 86 anos, devido ao seu estado de saúde.

A decisão favorável ao habeas corpus do político foi proferida no fim de março e será analisada pelo plenário do Supremo na próxima quarta-feira (11). Com a decisão de Toffoli, Maluf deixou o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde cumpria pena de reclusão em regime fechado.

Contestação
A concessão de prisão domiciliar humanitária ao deputado é questionada pela juíza da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Leila Cury, que tenta reverter o benefício no STF. Com base em laudo produzido pelo Instituto Médico Legal do Distrito Federal, a magistrada sustenta que o parlamentar deve permanecer encarcerado na Papuda.

Na última quinta-feira (5/4), a juíza recebeu relatório médico de hospital particular em Brasília sobre a internação de Maluf, o que foi determinante para o ministro Dias Toffoli autorizar a migração do político para regime domiciliar. No texto, a equipe médica informa que o deputado se recusou, ao menos em três ocasiões, a tomar medicação e a passar por fisioterapia. Além disso, ainda conforme o laudo, Maluf não apresentou risco nutricional nem odontológico enquanto esteve internado na instituição. O parecer foi anexado à representação feita por Leila Cury ao Supremo.

 

 

COMENTE

paulo malufhospital sírio libanêsinternado
comunicar erro à redação

Leia mais: Brasil