Malafaia pede “investigação profunda” de pastores no caso do MEC

Pastor saiu em defesa do ministro Milton Ribeiro e do presidente Jair Bolsonaro e disse que não vai “tomar lama” por causa dos pastores

atualizado

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Silas Malafaia
1 de 1 Silas Malafaia - Foto: Lula Marques/Agência PT

O pastor Silas Malafaia pediu, nesta sexta-feira (25/3), em vídeo divulgado nas redes sociais, que o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) quebrem os sigilos fiscais, bancários e telefônicos dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. Também sugeriu que realizem uma “investigação profunda” sobre eles.

Os pastores teriam sido beneficiados pelo Ministério da Educação, sob Milton Ribeiro, a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Nós, pastores evangélicos, queremos pedir ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal que investigue a fundo, quebrem o sigilo fiscal, bancário e telefônicos desses pastores. Vão fazer um favor aos pastores. Somos mais de 200 mil pastores neste país e não vamos tomar lama por causa de dois camaradas”, declarou.

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Malafaia, que é ligado ao presidente Jair Bolsonaro, aproveitou o fato para atacar o PT e saiu em defesa do atual chefe do Executivo. “Nós, pastores evangélicos, não somos iguais ao PT, que encobre seus ladrões e corruptos”, disparou. “Eu não estou aqui para encobrir nada, queremos uma investigação profunda”, acrescentou.

Ele também afirmou que Bolsonaro não cometeu qualquer crime. “Uma coisa é o presidente mandar ir ao ministro, outra coisa é o presidente dizer assim: faça o que eles estão pedindo. É uma diferença daqui para lua”, declarou.

O pastor disse que ainda considera Ribeiro inocente, mas frisou que achou fraca a argumentação do ministro. “Ribeiro disse que não pôde revelar documentos, porque está em sigilo pela CGU [Controladoria-Geral da União]. Então, eu estou aqui esperando. Por enquanto, eu dou a inocência ao ministro, mas achei fraca a argumentação, a coisa é muito séria”, assinalou.

“Não pode sangrar o governo e muito menos pastores evangélicos por causa de dois caras”, completou Malafaia.

O caso

Em áudios sobre o papel de pastores na destinação de verbas da pasta, revelados pelo jornal Folha de S.Paulo, Ribeiro confirma o direcionamento e afirma que faz isso a pedido do presidente Bolsonaro. Os pastores beneficiados não têm cargo e atuam em esquema informal de obtenção de verbas do Ministério da Educação.

“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, declara o ministro na conversa em que participaram prefeitos e os dois religiosos. Os recursos são geridos pelo FNDE, órgão vinculado ao MEC e controlado por políticos do Centrão.

Na quinta-feira (24/3), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito contra o ministro Milton Ribeiro, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Já o MPF abriu investigação para apurar suspeitas de favorecimento aos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos na liberação de recursos do MEC e possível falta de critérios técnicos no fluxo de recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado à pasta.

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