Malafaia critica STF e acusa interferência na CPI do Crime Organizado
Declaração do pastor Silas Malafaia foi feita durante entrevista para o Contexto Metrópoles nesta sexta-feira (17/4)
atualizado
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O pastor Silas Malafaia criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e acusou a Suprema Corte de interferir nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A declaração foi dada durante uma entrevista ao Contexto Metrópoles, nesta sexta-feira (17/4).
Malafaia teceu críticas ao STF e acusou um “ativismo judicial”, além de interferir em questões, que segundo o pastor, são de competência do Congresso. “O que nós estamos assistindo nesse país é o Supremo Tribunal Federal se intrometendo onde não é chamado e onde não tem competência pela Constituição”, disse.
“Quem está esculhambando com essa instituição não é o povo brasileiro, não é a imprensa, são eles [ministros] mesmos, com as suas atitudes de autoproteção de crimes cometidos por membros”, disparou.
O pastor também criticou o Senado Federal e afirmou haver um esquema dentro da Casa para proteger o governo Lula e impedir a instauração da CPI do Banco Master.
E citou a manobra entre senadores para barrar o relatório final da CPI do Crime do Crime Organizado, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB), que pedia o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Malafaia ressaltou que a “falta de independência do Legislativo” é o que permite tal interferência e acusou o Senado de não reagir por possuir o “rabo preso” com o STF. “Como é que o STF impede o andamento de uma CPI? Como é que é isso? Gente, é da gente ficar com vergonha”, finalizou.
Denúncia da PGR
Silas Malafaia se manifestou sobre a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República (PGR) e aceita pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, para torná-lo réu por injúria, calúnia e difamação. O pastor foi alvo da representação após proferir ofensas contra o Alto Comando do Exército.
Ele afirma que suas falas sobre os generais foi em um contexto político e sem invidividualizar as vítimas. “Eu não citei nome de nenhum general. Então, a manifestação é aberta. Eu faço uma crítica genérica”, explica.
O líder da Assembleia de Deus acusou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, de ser “capacho” de Moraes, que segundo o mesmo, “como todo ditador, quer calar seus opositores”.
