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Mãe e madrasta são condenadas no RS por assassinato do menino Miguel

Ex-companheiras têm penas fixadas em mais de 50 anos de prisão. Miguel foi morto em julho de 2021, aos 7 anos de idade

Repórter de Brasil06/04/2024 09:06, atualizado 06/04/2024 09:38
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Reprodução/Redes sociais
Mãe e madrasta são condenadas no RS por assassinato do menino Miguel

O Júri da Comarca de Tramandaí (RS) condenou, nessa sexta-feira (6/4), mãe e madrasta de serem responsáveis pelo assassinato de Miguel dos Santos Rodrigues (foto em destaque). O menino foi morto em julho de 2021, aos 7 anos de idade.

Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, a mãe, foi condenada a 57 anos, um mês e 10 dias de reclusão por tortura, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já Bruna Nathiele Porto da Rosa, a então madrasta, teve sua pena estipulada em 51 anos, um mês e 20 dias de prisão pelas mesmas infrações.

Presas preventivamente há três anos, desde o ano do crime, as rés não poderão recorrer em liberdade da decisão.

Mãe e madrasta são condenadas no RS por assassinato do menino Miguel - destaque galeria
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Bruna Nathiele Porto da Rosa
Após matar o filho, a mãe da criança jogou o corpo de Miguel em um rio no município de Imbé. Ela usou uma mochila de rodinhas para transportar o cadáver
A criança foi vítima de agressões e torturas, inclusive com uma corrente de ferro
O júri teve dois dias de duração. No primeiro dia, com 13 horas de duração, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas, o delegado de Polícia que coordenou as investigações sobre o desaparecimento de Miguel, policiais militares e civis que atuaram na ocorrência e pessoas que conheceram as rés no período em que moraram no litoral
A defesa de Bruna considerou que ela apenas cometeu tortura psicológica e ajudou a ex-companheira a levar  o corpo até o rio e arremessá-lo
Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, mãe de Miguel (à frente) e Bruna Nathiele Porto da Rosa, a então madrasta (ao fundo)
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Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, mãe de Miguel (à frente) e Bruna Nathiele Porto da Rosa, a então madrasta (ao fundo)

Juliano Verardi – DICOM/TJRS
Bruna Nathiele Porto da Rosa
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Bruna Nathiele Porto da Rosa

Juliano Verardi – DICOM/TJRS
Após matar o filho, a mãe da criança jogou o corpo de Miguel em um rio no município de Imbé. Ela usou uma mochila de rodinhas para transportar o cadáver
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Após matar o filho, a mãe da criança jogou o corpo de Miguel em um rio no município de Imbé. Ela usou uma mochila de rodinhas para transportar o cadáver

Juliano Verardi – DICOM/TJRS
A criança foi vítima de agressões e torturas, inclusive com uma corrente de ferro
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A criança foi vítima de agressões e torturas, inclusive com uma corrente de ferro

Juliano Verardi – DICOM/TJRS
O júri teve dois dias de duração. No primeiro dia, com 13 horas de duração, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas, o delegado de Polícia que coordenou as investigações sobre o desaparecimento de Miguel, policiais militares e civis que atuaram na ocorrência e pessoas que conheceram as rés no período em que moraram no litoral
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O júri teve dois dias de duração. No primeiro dia, com 13 horas de duração, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas, o delegado de Polícia que coordenou as investigações sobre o desaparecimento de Miguel, policiais militares e civis que atuaram na ocorrência e pessoas que conheceram as rés no período em que moraram no litoral

Juliano Verardi – DICOM/TJRS
A defesa de Bruna considerou que ela apenas cometeu tortura psicológica e ajudou a ex-companheira a levar  o corpo até o rio e arremessá-lo
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A defesa de Bruna considerou que ela apenas cometeu tortura psicológica e ajudou a ex-companheira a levar o corpo até o rio e arremessá-lo

Juliano Verardi – DICOM/TJRS

Segundo denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a criança era vítima de agressão e torturas pelo então casal, que o considerava um “estorvo” para o relacionamento.

O menino Miguel dos Santos Rodrigues, de 7 anos, vivia com a mãe e com a companheira dela em Imbé, no litoral do Rio Grande do Sul.

Em prints de conversas entre a mãe do menino e a madrasta obtidas pela polícia, elas falavam sobre a compra de uma corrente para prendê-lo.

Após matar o filho, a mãe da criança jogou o corpo de Miguel em um rio no município de Imbé.

Ela usou uma mochila de rodinhas para transportar o cadáver do menino até o rio. A Polícia Civil informou que a mulher chegou a procurar a delegacia para registrar o desaparecimento da criança, mas acabou confessando que dopou o menino e jogou o corpo no rio.

Julgamento

O júri teve dois dias de duração. No primeiro dia, com 13 horas de duração, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas, o delegado de Polícia que coordenou as investigações sobre o desaparecimento de Miguel, policiais militares e civis que atuaram na ocorrência e pessoas que conheceram as rés no período em que moraram no litoral.

Quando teve início o interrogatório das acusadas Yasmin e Bruna, as duas trocaram acusações. A mãe de Miguel afirmou que a morte foi acidental, após bater nele por ter evacuada nas calças e medicá-lo por conta própria, e que ocultou o cadáver porque não iriam acreditar no que havia acontecido.

Disse que ela e a então companheira brigavam muito e que Bruna agredia o menino. Já a madrasta assumiu a tortura psicológica, por ter produzido vídeos em que aparece ameaçando Miguel, e a ocultação do corpo, sustentando que ela teria sido forçada por Yasmin a colaborar.

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