Mãe e filho são condenados por matar estudante após briga na internet
Crime aconteceu em 2024, em frente a uma escola em Anápolis (GO). Briga foi combinada pelo autor e a vítima após um desentendimento
atualizado
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Goiânia – Mãe e filho foram condenados juntos a quase 70 anos de prisão pela morte do estudante Nicollas Lima Serafim (foto em destaque), de 14 anos, e por duas tentativas de homicídio. A vítima foi morta a facadas na porta de uma escola, em Anápolis (GO), após uma briga nas redes sociais.
O crime aconteceu no dia 20 de fevereiro de 2024 e foi registrado por câmeras de seguranças. À época, além do aluno que morreu, outros dois adolescentes de 12 e 15 anos ficaram feridos. A briga foi combinada pelos envolvidos para acontecer na saída da escola.
Relembre o caso
- O caso aconteceu na saída do Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, no bairro Calixtópolis, por volta das 12h. Durante uma live realizada nas redes sociais, os envolvidos tiveram uma discussão e combinaram a briga.
- Vídeos mostram o momento em que a briga começa, com uma porção de pessoas envolvidas. Segundo o delegado do caso, Wllisses Valentim, a mãe Maria Renata estava com um martelo, enquanto o filho, Kaio, carregava uma faca.
- Três estudantes foram atingidos. Nicollas morreu e os outros dois foram internados em um hospital e sobreviveram após ficarem internados em estado gravíssimo.
- À época, Maria Renata e os dois filhos foram levados para a Central de Flagrantes, ocasião em que Kaio disse aos policiais que o irmão mais novo estava sendo ameaçado pelos estudantes na escola.
Condenações
A mãe e o filho, Maria Renata de Merces Rodrigues e Kaio Rodrigues Matos, respectivamente, foram condenados juntos a quase 70 anos de prisão. Em um julgamento que durou cerca de 12 horas, Maria Renata foi sentenciada em 40 anos de reclusão e Kaio, em 29 anos e 7 meses. A mulher ainda foi condenada por corrupção de menores.
Além da prisão, os dois foram condenados a pagar R$ 150 mil à família de Nicollas e R$ 75 mil para cada uma das vítimas que sobreviveram. Na leitura da sentença, o juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende aproveitou o caso para dar uma lição e promover uma reflexão sobre a situação que levou ao crime.
“A senhora [mãe] vai ter alguns anos para refletir e o filho também. Se vocês [réus] tivessem pensado 10 segundos a mais, ninguém estaria aqui hoje. Estariam todos felizes em casa, vocês, a vítima, a ré”, declarou o juiz enquanto proferia a sentença.
As defesas devem recorrer da decisão.
