Mãe descobre que filha "morta" há 35 anos pode estar viva
A menina foi dada como morta trinta dias depois de nascer, em 1981. Segundo a polícia, nunca houve registro de óbito da criança

A dona de casa Hilda Antunes Correa, de 54 anos, vive todos os dias sem saber se sua filha está viva. Em 1981, no hospital Santa Lucinda, em Sorocaba (SP), ela deu a luz a uma menina, registrada como Patrícia Antunes Correa. Mas nunca levou a criança para casa.
Patrícia nasceu prematura. Depois de um mês, a mãe recebeu a informação de que a criança havia morrido. Trinta e cinco anos mais tarde, a história virou caso de polícia.

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Ver todasHilda contou à publicação que nunca desconfiou de nada. Segundo a mulher, um dia chegou no hospital e informaram que a filha dela estava morta. Segundo as enfermeiras, Patrícia seria enterrada no cemitério do centro de saúde. “Foi um choque na hora. Fiquei muito nervosa, porque um dia antes ela estava boazinha e bonitinha quando fui dar mamar. Cheguei ao hospital desnorteada e fiquei sentada em um banco enquanto meu marido conversava com elas. Não falaram o motivo da morte. Só falaram que faleceu e que seria enterrada no cemitério do hospital. Eles nem falaram de levar a gente até onde ela estava.”
Hilda precisou entrar na justiça para ter acesso ao prontuário de internação da filha. A batalha judicial, que demorou 5 anos, esclareceu o inacreditável: no documento está informado que a menina teve alta no dia 14 de maio de 1981, três dias após o nascimento. Ao lado, a informação de que a menina era prematura e que estava em observação.
Procurado pelo G1, o hospital afirmou que existe uma certa dificuldade em localizar informações sobre antigos pacientes, já que a lei que obriga as instituições de saúde a manter os prontuários dos pacientes por no mínimo 20 anos é de 2007.
Depois da descoberta, Hilda registrou um boletim de ocorrência em Sorocaba. A história virou caso de polícia e está em investigação. À publicação, a delegada Ana Luiza Salomone, titular da Delegacia de Defesa da Mulher em Sorocaba, afirmou que sem um documento que comprove a morta de Patricia, ela está “oficialmente viva”.
Diante disso, Hilda vive em agonia. “Eu acho que deram [a menina] para alguém. Se no documento diz que não tem cemitério, é porque ela estava viva. Eu acredito mesmo”, afirmou ao G1.



