Mãe de Raquel diz que está sendo atacada na web: “Irresponsável”
Post no perfil da menina de 11 anos, morta imprensada por carro alegórico, afirma que a mãe não foi responsável pela morte da filha
atualizado
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Rio de Janeiro – A mãe de Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, que morreu depois de um acidente envolvendo um carro alegórico da Em Cima da Hora no Carnaval carioca, diz que está sendo atacada diariamente nas redes sociais. Marcela Portelinha afirma que está passando por um momento “bem difícil”.
“Eu já recebi muita crítica. Para julgar e criticar tem um montão, mas para ajudar não tem ninguém. Mas tem pessoas falando que eu sou irresponsável, cachorra, vagabunda. É bem difícil”, afirmou Marcela Portelinha em entrevista ao G1.
Um dos perfis de Raquel nas redes sociais, que continua ativo, fez postagens em defesa da mãe. Marcela nega que seja responsável por escrever os textos que a eximem de culpa no acidente que vitimou Raquel.
“Foi a coleguinha que fez a postagem. Eu nem tinha visto, não estou mexendo em redes sociais. Não estou com cabeça. Eu não tenho condições. Estou vivendo à base de calmantes. Ela faz muita falta. Muita mesmo”, disse.
Os posts no Instagram de Raquel são escritos em primeira pessoa, como se a menina estivesse falando diretamente com seus seguidores.
“Todos que estão criticando minha mãe, etc, a culpa não é dela. Eu que subi por conta própria! Não tenho muito tempo para falar. Mãe eu te amo”, diz trecho de um dos textos.
Já outro post indicava que quem estava falando com os seguidores de Raquel era a mãe, Marcela. “Oi, eu sou uma anjinha e não posso responder por mim. É minha mãe que está falando com todos vocês”.
A crítica à mãe de Raquel é relacionada ao fato de que ela não estaria vigiando a filha no momento em que a menina foi imprensada por carro alegórico entre um poste. Marcela estaria lanchando enquanto a filha estava brincando com outras crianças próximo ao carro alegórico.
Investigações da 6ª DP (Cidade Nova) apontam que Raquel foi a única das cinco crianças em cima do carro alegórico que não conseguiu pular do veículo antes da tragédia.
De acordo com representante da Liga Independente do Grupo A (Liga-RJ), antes do acidente, pessoas chegaram a gritar “para o reboque, tem uma menina em cima do queijo” e “tem criança em cima do carro”.
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