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Brasil

Mãe de caminhoneiro morto em explosão de pedágio acha que ele infartou

Euzébio Chinelli Santana morreu, no domingo, na BR-050, em Campo Alegre de Goiás, após seu caminhão colidir em uma praça de pedágio

Cleomar Almeida30/03/2021 16:32, atualizado 30/03/2021 17:08
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Reprodução: Facebook
Mãe de caminhoneiro morto em explosão de pedágio acha que ele infartou

Goiânia – Mãe do motorista morto carbonizado em acidente com caminhão desgovernado e que provocou a morte de outras três pessoas de mesma família em Goiás, a aposentada Vanda Chinelli, de 66 anos, disse suspeitar que o filho “teve infarto fulminante ou parada cardiorrespiratória antes da tragédia”. Ela concedeu entrevista exclusiva ao Metrópoles nesta terça-feira (30/3).

O corpo do caminhoneiro Euzébio Chinelli Santana, de 48, deve ser liberado, ainda nesta terça-feira, do Instituto Médico Legal (IML) de Catalão. A cidade fica a 60 quilômetros de Campo Alegre de Goiás, onde ocorreu o acidente no domingo (28/3), e a 700 quilômetros de São Paulo (SP), onde ele morava. “Acho que ele infartou ao volante”, diz a mãe.

Veja, abaixo, momento exato do acidente com explosão.

https://youtu.be/5S0gI4SRw8o

Carregado de desodorantes, o caminhão-baú dirigido por Euzébio colidiu e explodiu em uma praça de pedágio na BR-050, em Campo Alegre de Goiás, no sudeste do estado. Um casal e o filho, de 2 anos, estavam parados em uma cabine do pedágio, foram atingidos por trás e também morreram na hora. A família morava em Coromandel (MG), para onde voltava de Brasília (DF).

A mãe do caminhoneiro disse que o primogênito de seus dois filhos, possivelmente, não dormiu ao volante nem consumiu bebida alcoólica antes de seguir viagem na BR-050. Ela mora em Joanópolis, a 119 quilômetros da capital paulista.

“Quando vi o vídeo [do acidente], o que passou na minha cabeça é que meu filho não estava bem. Ele estava um pouco obeso e inchado por causa do sobrepeso. Meu filho não estava passando bem. Ele poderia estar com parada cardiorrespiratória ou infarto fulminante”, afirma a aposentada.
Cenas aterrorizantes

As imagens gravadas do acidente chegaram como um filme de terror para a mãe do motorista. “Na hora em que aconteceu o acidente e a explosão, ele nem estava nem em si. Foi uma tragédia. Ou ele já tinha ido [morrido] ou desmaiado”, afirmou Vanda, com voz marcada por profunda tristeza.

Veja, abaixo, vídeo que registra momentos antes de o caminhão explodir na praça de pedágio da BR-050.

https://www.youtube.com/watch?v=6AQNB7irNxE&feature=youtu.be

História de vida

O caminhoneiro herdou do pai, que também era motorista, o gosto pelo volante. “Desde criança, meu filho acompanhava o pai dele. Às vezes, o pai ia viajar e ele o acompanhava na viagem”, lembra a aposentada. “Quando ele completou os 18 anos, já começou a dirigir caminhão. Então, foi hábito passado em família”, acrescenta.

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Caminhoneiro Euzebio Chinelli, morto em acidente de trânsito, ao lado da esposa, Adriana, que está arrasada com a perda
Reginaldo Ribeiro e Marielle Maisa Mendes: vítimas de acidente em praça de pedágio em Campo Alegre de Goiás
Reginaldo, Cauã e Marielle: família morta em acidente em praça de pedágio em Campo Alegre de Goiás
Acidente em praça de pedágio
Bombeiros apagam incêndio em praça de pedágio em Goiás
Euzebio Chinelli: motorista morreu em acidente na BR-050, em Campo Alegre de Goiás
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Euzebio Chinelli: motorista morreu em acidente na BR-050, em Campo Alegre de Goiás

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Caminhoneiro Euzebio Chinelli, morto em acidente de trânsito, ao lado da esposa, Adriana, que está arrasada com a perda
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Caminhoneiro Euzebio Chinelli, morto em acidente de trânsito, ao lado da esposa, Adriana, que está arrasada com a perda

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Reginaldo Ribeiro e Marielle Maisa Mendes: vítimas de acidente em praça de pedágio em Campo Alegre de Goiás
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Reginaldo Ribeiro e Marielle Maisa Mendes: vítimas de acidente em praça de pedágio em Campo Alegre de Goiás

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Reginaldo, Cauã e Marielle: família morta em acidente em praça de pedágio em Campo Alegre de Goiás
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Acidente em praça de pedágio
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Acidente em praça de pedágio

Divulgação: Corpo de Bomberos
Bombeiros apagam incêndio em praça de pedágio em Goiás
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Divulgação: Corpo de Bombeiros
Carro fica destruído após explosão em praça de pedágio
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Carro fica destruído após explosão em praça de pedágio

Divulgação: PRF
Estilhaços tomam conta de BR-050, após explosão provocada em acidente
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Estilhaços tomam conta de BR-050, após explosão provocada em acidente

Divulgação: PRF
Fogo toma conta de praça de pedágio atingida por colisão entre duas carretas
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Fogo toma conta de praça de pedágio atingida por colisão entre duas carretas

Divulgação: PRF

O motorista também é lembrado pela família como uma pessoa muito comunicativa, trabalhadora e prestativa. “Ele gostava muito de brincar, sempre foi muito brincalhão”, ressalta a mãe. “Ele gostava de tirar sarro das pessoas, muito família. Era uma pessoa bem divertida”, emenda.

Segundo a mãe e a empresa em que o motorista trabalhava, ele sempre foi um profissional muito responsável e jamais tomaria rebite, droga usada por alguns caminhoneiros para não dormir antes de enfrentar longas viagens. “Ele jamais faria isso, era muito responsável. Ele já partiu, mas a reputação e a história dele precisam ser preservadas e respeitadas”, diz ela.
Saudade viva

O jeito brincalhão do caminhoneiro e sua vida de amor pela família, conciliada com a dura rotina nas estradas do país, agora ficam na memória de seus entes queridos. Vai deixar saudade para a sua mãe, a única irmã, Euzeli Chinelli, e amigos.

As lembranças dele também seguirão vivas com a esposa, Adriana Roberta Chinelli, e os filhos, Caio Chinelli Santana e Caique Chinelli Santana, que presenteou o pai ainda em vida com um neto, o pequeno Miguel Chinelli Santana.

O sepultamento será realizado em Joanópolis, onde mora a mãe do caminhoneiro. As causas do acidente ainda são investigadas, mas a polícia diz que terá dificuldade porque tudo no local do acidente ficou carbonizado.

Investigações

Nesta sexta, a Polícia Civil de Goiás informou que abriu inquérito para investigar o caso e entender as causas do acidente. As principais questões a serem respondidas são se o motorista teria passado mal, ingerido álcool ou alguma outra substância ou dormido na direção. O corpo passou por exames para indicar alguns pontos. Além disso, a polícia também analisará imagens da concessionária, além de falar com testemunhas e buscar outras evidências.

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