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Dez dias depois do crime, a recepcionista Maria Paula de Almeida, mãe da adolescente assassinada na escada do prédio onde morava, em Goiânia, ainda remói os detalhes da barbárie. Em entrevista à TV Anhaguera, afiliada da Globo em Goiás, ela disse que não consegue esquecer a imagem do corpo da filha caído sobre uma poça de sangue.

Tamires Paula de Almeida, de 14 anos, foi morta a facadas por um colega de sala e vizinho de prédio no último dia 23 de agosto. O menino, de 13 anos, confessou o crime ao coordenador da escola e está internado temporariamente em local sigiloso.

À televisão, a mãe de Tamires disse que, naquele dia, se despediu normalmente da filha antes que ela saísse para ir ao colégio. Minutos depois, ouviu gritos de uma mulher que se batia contra a parede. A mulher era a mãe do criminoso, mas, até então, Maria Paula ainda não sabia o que tinha acontecido.


Na hora não estava entendendo nada. A polícia chegou e entraram na escada. Até que vi o chinelo branco dela perto da porta. Me aproximei mais e vi minha filha em cima de uma poça de sangue."
Maria Paula de Almeida

Maria diz que começou a gritar e pedir que verificassem se ela estava viva. “Ela morreu sozinha na escada. Estava tão perto de mim e eu não pude fazer nada. Ela deve ter gritado, pedido por socorro, e eu estava a metros dela. Até hoje finjo que estou vivendo um pesadelo”, desabafou.

Desde o dia do assassinato, Maria Paula está na casa de parentes e diz que não consegue mais morar no prédio onde a filha morreu.Ela acredita que o crime tenha sido premeditado e espera que o menino fique preso os três anos que a lei permite. “Vou sobreviver para lutar por justiça pela minha filha”, afirmou.

 

 

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